Porto Alegre, sexta-feira, 28 de Novembro de 2014

  • 12/06/2014
  • 17:52
  • Atualização: 21:36

Protesto contra a Copa na Capital termina com 15 detidos

Na avenida Borges de Medeiros houve confronto entre a BM e um grupo de manifestantes

Manifestantes promoveram quebra-quebra no Centro de Porto Alegre | Foto: Paulo Nunes

Manifestantes promoveram quebra-quebra no Centro de Porto Alegre | Foto: Paulo Nunes

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  • Karina Reif / Correio do Povo

A manifestação contrária a realização da Copa do Mundo, que ocorreu no Centro de Porto Alegre na tarde desta quinta-feira terminou com 15 pessoas detidas, conforme números atualizados pela Brigada Militar. O protesto iniciou com cerca de mil pessoas em frente à Prefeitura, onde eles estenderam faixas e cantaram músicas criticando a postura dos governos que priorizaram obras exigidas pela Fifa. No caminho, um grupo com os rostos cobertos por panos pretos se misturou com as pessoas que protestavam e apedrejou bancos, lojas e bancas de revistas.

Pedras e pedaços das lajotas do calçamento foram usadas para acertar uma  unidade do McDonalds na rua Doutor Flores e demais estabelecimentos.

Contêineres da coleta automatizada de lixo foram derrubados. Em pelo menos um deles, manifestantes atearam fogo. Em bloco, caminharam pela avenida Júlio de Castilhos, percorrendo o Terminal de Ônibus Parobé, onde centenas  aguardavam coletivos, já que boa parte dos trabalhadores foi dispensada em razão do jogo do Brasil. O protesto também seguiu pelo Terminal Rui Barbosa. No local, um sinalizador foi aceso e houve uma pequena parada
para depois prosseguir pela rua Voluntários da Pátria, Doutor Flores e Salgado Filho.

Os jovens com panos nos rostos pegaram britas para atingir as agências da Caixa Econômica Federal, do Banco do Brasil e uma unidade da Oi. Eles se armaram com pedaços de cavaletes da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), bambus e outros objetos. Por onde a manifestação passava, os lojistas iam fechando as cortinas de ferro. Muitas portas de estabelecimentos foram pichadas. Quase não sobraram placas de trânsito e de indicação do Caminho do Gol.

Enquanto houve uma parcela dos insatisfeitos com o Mundial quebrava o que julgava ser uma alusão à Fifa, ou ao Capitalismo, muitos participantes pediam foco e que o movimento se voltasse à crítica ao poder público.

No Largo da Epatur, houve uma parada e um jovem mascarado atirou uma pedra contra a Brigada Militar. A corporação acompanhou todo o protesto, cercando as ruas adjacentes. Quando o grupo resolveu seguir para a Fan Fest, foi barrado pelo Regimento de Policia Montada, armado com espadas, que se posicionou na esquina da avenida Borges de Medeiros com a avenida Ipiranga. Sem ter por onde seguir, os manifestantes retornaram em direção ao Centro e os cavalos avançaram. Um deles chegou a cair. Duas bombas de efeito moral foram lançadas. Logo após a multidão dispersou.






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