Porto Alegre, quarta-feira, 26 de Novembro de 2014

  • 18/06/2014
  • 23:27

Dilma diz que medidas de estímulo à indústria visam mais competitividade

Presidente da CNI, Robson Andrade, acredita que repercussão será muito positiva entre os empresários

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  • Agência Brasil

A presidente Dilma Rousseff avaliou que as medidas anunciadas nesta quarta-feira para estímulo à indústria objetivam aumentar a competitividade do setor. "Eu acho que não só é uma questão de melhorar a relação com os empresários, é uma questão de melhorar a situação de competitividade da nossa indústria", disse, depois de se reunir com o Fórum Nacional da Indústria.

Dilma explicou que o pacote atende a uma série de demandas apresentadas pelos empresários, em maio, que vão desde redução da parcela que deve ser paga inicialmente pelas empresas que desejam renegociar suas dívidas, até a ampliação da margem de preferência dos produtos nacionais para as compras públicas. No fim do mês passado, o governo já anunciou que a desoneração da folha de pagamento será permanente.

Segundo o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, essa também foi a opinião dos empresários: que terá repercussão muito positiva aos anúncios. “Todos eles saíram achando que essas medidas realmente vão ajudar a desobstruir alguns investimentos; vão dar mais competitividade. E, principalmente, o governo deixou claro que esse não foi o fim das medidas que podem ser implementadas, mas que isso é o início”, afirmou, acrescentando que grupos de trabalho discutem outras propostas com os representantes do governo.

Foi o que disse também o ministro da Fazenda, Guido Mantega: “Isso é um processo contínuo, onde você identifica questões, problemas e soluções que são implantadas. Então, não se surpreendam se houver novas (medidas). Todo ano fazemos medidas novas, de aperfeiçoamento”, ressaltou. De acordo com o ministro, o governo deseja que a indústria esteja preparada para um novo ciclo de expansão da economia pós-crise internacional. “Para isso, ela (indústria) precisa ter todos esses ingredientes, custo mais baixo de financiamento, custo de tributação mais baixo, mão de obra qualificada”, disse.

Na opinião do presidente da CNI, medidas como a prorrogação do Programa de Sustentação do Investimento (PSI) são “extremamente importantes”, assim como a margem de preferência de 25% para a indústria brasileira. “Muitos setores tinham uma margem de preferência de apenas 8%, o que não dava condições de competir com indústrias da China e outros países da Ásia”, exemplificou. Segundo ele, Dilma também apresentou a possibilidade de serem feitas análises técnicas por alguns setores, com o objetivo de comparar produtos importados com os brasileiros.

O ministro Mantega garantiu que a proposta de criar uma Lei de Acesso à Biodiversidade seria assinada ainda nesta quarta-feira pela presidente Dilma, e será enviada ao Congresso. Ainda de acordo com ele, à medida que vai suspender a fiscalização da norma que determina mais segurança em máquinas e equipamentos não vai prejudicar o trabalhador. “(A norma) não foi eliminada, está sendo aperfeiçoada a legislação. Enquanto isso, foram suspensas as autuações. Isso ainda não é uma missão cumprida, é algo que está em processo”, disse, completando que o Ministério do Trabalho e Emprego está trabalhando no tema.

A presidente Dilma disse ainda que as medidas anunciadas não são eleitoreiras. "Se for assim, tudo é eleitoral neste país. A lei é clara, não se toma certas medidas após determinado prazo. Nós estamos perfeitamente no uso da legalidade neste país. O que temos de discutir é o seguinte: isso é necessário ou não é necessário para as empresas e indústrias? É cabível? Se não for cabível, está errado", disse.