Porto Alegre, terça-feira, 21 de Outubro de 2014

  • 20/06/2014
  • 07:44
  • Atualização: 07:46

China declara antigo prostíbulo japonês monumento histórico

Prédio de sete andares abrigava mulheres submetidas à escravidão sexual

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  • AFP

As autoridades chinesas declararam monumento histórico um antigo prostíbulo de escravas sexuais do exército japonês na cidade de Nankin, que já foi a capital da China.

O edifício de sete andares abrigava mais de 200 mulheres asiáticas que foram submetidas à escravidão sexual pelo exército imperial e que eram chamadas pelo eufemismo "mulheres conforto", informou a agência oficial Xinhua.

Nankin, cidade mártir do conflito, tinha 40 casas de prostituição forçada controladas pelos japoneses, segundo um historiador chinês citado pela agência. O maior prostíbulo foi o que recebeu o reconhecimento. As relações entre Pequim e Tóquio passam por um momento de tensão, especialmente pelas disputas territoriais e pelas fortes divergências sobre a história.

Todos os dias a imprensa oficial ou as autoridades recordam o passado militarista do Japão, país acusado de rejeitar um trabalho de memória doloroso sobre as atrocidades cometidas por seu exército. Na guerra de palavras e de propaganda, Pequim não poupa esforços e a imprensa abre espaço diariamente para as vítimas dos atos japoneses e publica várias reportagens sobre os museus e memoriais dedicados ao período.

A China anunciou em fevereiro a criação de datas de recordação para o massacre de Nankin (1937) e a vitória contra o Japão na II Guerra Mundial (1945).

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