Porto Alegre, sábado, 25 de Outubro de 2014

  • 20/06/2014
  • 19:21

Chega à Fepam projeto da segunda Ponte do Guaíba

Expectativa é de que análise técnica do órgão ambiental dure, no mínimo, três meses

Nova ponte do Guaíba pode receber fluxo de 50 mil veículos por dia | Foto: Divulgação / Dnit

Nova ponte do Guaíba pode receber fluxo de 50 mil veículos por dia | Foto: Divulgação / Dnit

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  • Rádio Guaíba

A Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) recebeu, no fim da tarde desta sexta-feira, da construtora Queiroz Galvão, os estudos e projetos para a construção da segunda ponte do Guaíba, aguardados desde abril. A análise técnica do material deve durar, no mínimo, três meses. Só depois é que deve ser emitida a licença de instalação, que permite o início das obras, a serem custeadas pelo governo federal.

O projeto pré-aprovado pela Fepam serviu de base para os estudos sobre a obra. A opção deve agilizar a liberação da licença de instalação. A Fundação já analisou um projeto entregue em 2010 pela Concepa e concedeu a licença prévia. A titularidade dessa licença também já foi transferida, da concessionária, para o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). O criação e análise do estudo feito pela Concepa demorou um ano e quatro meses, à época.

A construção da segunda ponte do Guaíba depende também do reassentamento de 850 famílias de moradores das ilhas e das vilas Areia e Tio Zeca atingidas pelo projeto. O contrato foi assinado em 31 de março, em Brasília. A expectativa é de que a ponte seja entregue no segundo semestre de 2017.

Saiba mais sobre o projeto

Orçada em R$ 649,6 milhões, a ponte vai ligar Porto Alegre ao Sul do Estado, passando pela llha do Pavão até a Ilha Grande dos Marinheiros. Além disso, vai conectar rodovias de integração nacional e servir para desafogar o tráfego na única ponte que hoje garante a travessia do Guaíba. A expectativa é de que 50 mil veículos utilizem diariamente a ponte nova.

De acordo com o projeto apresentado pelo Dnit em novembro de 2013, a estrutura vai começar na rua Dona Teodora, no bairro Humaitá, entre a ponte atual e a BR 448, a Rodovia do Parque. No local, serão erguidas as alças que passarão por cima da BR 290, a FreeWay. Dali, a ponte passa pelo Canal do Furadinho, seguindo até o Saco do Cabral, passando sob a Ilha do Pavão. Só depois desse percurso, entra na Ilha Grande dos Marinheiros, interligando-se à atual ponte, em direção a Guaíba.

A passagem vai ter 1,9 quilômetros de extensão, em um total de 7,3 quilômetros, considerando acessos e elevadas. Em cada sentido, serão duas faixas de trânsito de 3,6m, além de refúgios central e lateral de, no mínimo, 1,20m, e acostamento de, no mínimo, 3m de largura. A obra vai utilizar um total de 170 metros cúbicos de concreto e consumir 17,6 mil toneladas de aço. A previsão é de contratação de 1,1 mil operários.

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