Porto Alegre, sexta-feira, 31 de Outubro de 2014

  • 23/06/2014
  • 07:45
  • Atualização: 08:27

Caso Bernardo: Evandro afirma que é inocente

TV Record exibiu com exclusividade irmão de Edelvânia no detector de mentiras

Evandro se submeteu ao detector de mentiras no Foro Três Passos  | Foto: TV Record / Reprodução / CP

Evandro se submeteu ao detector de mentiras no Foro Três Passos | Foto: TV Record / Reprodução / CP

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  • Correio do Povo

O irmão de Edelvânia Wirganovicz, Evandro, negou que tenha participado do crime, muito menos aberto a cova. Segundo ele, a irmã é uma pessoa do bem. "Foi uma barbaridade o que aprontaram para ela", comentou. "Fizeram a cabeça dela por dinheiro", disse, contradizendo o advogado da irmã, de que Edelvânia havia sido ameaçada.

Evandro teve a prisão decretada no dia 10 de maio, suspeito de participação no crime e na ocultação do cadáver do menino Bernardo. Ele aceitou dar um depoimento com o detector de mentiras no Foro de Três Passos. O programa "Domingo Espetacular", da Rede Record, exibiu com exclusividade as imagens do acusado se submetendo à máquina. As reações de Evandro também foram captadas pela câmera, que gravou o depoimento.

Evandro afirmou que não sabia que o menino Bernardo seria morto e disse desconhecer o plano de assassinato. "Não sei como elas planejaram", referindo-se a Graciele e Edelvânia. O acusado assumiu ter sentido medo de ser preso, devido à grande repercussão do caso. Quase no final das perguntas, ele chora, jurando "pelos filhos" que não está envolvido no crime.

Ao final, a análise da máquina concluiu que sempre que Evandro falava da irmã, ele dizia a verdade. Quando responde sobre não ter cavado a cova em que Bernardo foi enterrado, a conclusão é imprecisa. No entanto, quando responde às perguntas em relação a estar no local, ele afirma que estava pescando, mas as suas respostas são apontadas pela máquina como de "alto risco", ou seja: não são consideradas uma verdade.

No processo criminal, que tramita na Comarca de Três Passos, também são acusados do assassinato o pai de Bernardo, o médico Leandro Boldrini, a madrasta Graciele Ugulini e a assistente social Edelvânia Wirganovicz. A prisão temporária dos três acusados foi decretada em 14 de abril. No dia 12 deste mês, o Tribunal de Justiça do RS manteve a prisão do pai de Bernardo, após a 3 Câmara Criminal negar o hábeas.

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