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25/06/2014 10:29 - Atualizado em 25/06/2014 11:17

Mãe e recém-nascida raptada têm alta de hospital de Porto Alegre

Bebê foi localizado pela polícia mais de nove horas após o crime

Família mora no bairro Sarandi<br /><b>Crédito: </b> Álvaro Grohmann / Especial / CP
Família mora no bairro Sarandi
Crédito: Álvaro Grohmann / Especial / CP
Família mora no bairro Sarandi
Crédito: Álvaro Grohmann / Especial / CP

Por volta das 10h desta quarta-feira, Viviane Casagrande, 35 anos, e a filha recém-nascida Bárbara, que foi raptada do Complexo Hospitalar Santa Casa de Porto Alegre e localizada mais de nove horas após o crime, receberam alta. A menina tem 49cm e pesa 2,180Kg. O marido e pai do bebê, Magnun Lefa, 31 anos, deixou o hospital com as duas. O casal mora no bairro Sarandi.

• Delegado questiona atuação da BM em rapto de bebê

Viviane relatou que o primeiro sentimento foi de felicidade por ter dado à luz a menina, uma criança muito desejada. Mas quando ela constatou o sumiço da filha, veio o desespero: “para uma mãe é como se tivessem arrancado um pedaço. Eu me sentia vazia.” Ela contou que sempre foi de enfrentar situações, mas ontem teve muito medo.

A mãe contou que foi uma “choradeira” por parte de enfermeiras e equipes da Santa Casa. “O hospital parou para chorar com a gente”, lembrou. Viviane relatou que se perguntava com quem a filha estava, onde estava e se estava bem. “Se aparecesse na mídia, a pessoa não iria fazer alguma maldade?”, questionou-se. “Eu pensava: de repente nunca mais vou ver minha filha”, contou.

Quando a filha foi encontrada, Viviane contou que sentiu uma alegria “que não cabia no peito”. Ela ficou contente em ver as pessoas se comoverem com a história e a ajudarem. “Foi com a ajuda das pessoas que a gente conseguiu e graças a Deus, ela está aí”, disse. Viviane contou que tem outra filha de 13 anos e que sempre foi coruja. “Nessa idade é 'difícil segurar', mas agora é que ela não vai sair mesmo”, brincou.

Magnun Lefa disse que nunca se imaginou pai, mas que a mulher o convenceu a ter um filho. “Até saber da gravidez, fiquei com pé atrás. Quando eu soube, tudo mudou”, contou. Lefa afirmou que o momento do nascimento foi indescritível. “Só deixei elas sozinhas para tomar banho em casa e foi aí que aconteceu”, lembrou. “É um sentimento que não se deseja para ninguém”, assegurou.

 O rapto


Por volta das 16h dessa terça-feira, uma recém-nascida foi levada da Maternidade Mário Totta do Complexo Hospitalar Santa Casa, em Porto Alegre. Uma mulher que vestia roupas brancas, se passou por uma enfermeira para entrar no quarto onde mãe e filha estavam. Ela pegou o bebê com a desculpa de que teria que realizar exames.

A mãe desconfiou do uniforme diferente das demais funcionárias e foi até o setor de enfermaria. No local, foi informada de que não havia nenhum procedimento agendado. A segurança foi acionada, mas a mulher que se passou por enfermeira já havia saído do hospital.

A mulher foi identificada pelas imagens do circuito interno de câmeras, saindo do hospital com a criança no colo e entrando em um táxi. O taxista relatou à polícia que ao sair da Santa Casa, ele levou a mulher até o Hospital Presidente Vargas, que fica nas proximidades. Mas essa deve ter sido uma tentativa de despistar o motorista, porque ela não deu entrada no hospital.

A prisão

A mulher foi localizada juntamente com o bebê e detida por policiais da 17ª Delegacia de Polícia de Porto Alegre por volta da 1h30min desta quarta-feira, mais de nove horas depois do rapto.

Em depoimento a polícia, a mulher que raptou uma recém-nascida do Complexo Hospitalar Santa Casa, em Porto Alegre, disse que iria devolver o bebê à mãe. A mulher, que estaria grávida, alegou que a intenção era que uma criança fizesse companhia à outra, mas depois teria percebido que não daria conta de cuidar dos dois bebês. Não há comprovação médica de que a mulher era gestante, mas ela contou à polícia que já havia comprado os produtos para chegada do seu filho.

A assessoria de imprensa da Santa Casa informou que se empenhou em divulgar as imagens e indicar funcionários para prestar depoimento à Polícia Civil. A instituição também deve abrir uma sindicância para averiguar as responsabilidades sobre a fragilidade na segurança.

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Fonte: Correio do Povo






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