Porto Alegre, segunda-feira, 24 de Novembro de 2014

  • 25/06/2014
  • 16:16
  • Atualização: 16:58

PIB dos EUA cai 2,9% no primeiro trimestre de 2014

Analistas esperavam uma contração de 1,8% entre janeiro e março

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  • AFP

A economia dos Estados Unidos recuou 2,9% no primeiro trimestre de 2014 em relação ao mesmo período do ano passado. Trata-se da maior queda do PIB em cinco anos, segundo a estimativa final do Departamento de Comércio divulgada nesta quarta-feira.

Após um aumento de 2,6% no último trimestre de 2013, o Produto Interno Bruto (PIB) americano contraiu-se 2,9% entre janeiro e março, enquanto os analistas esperavam uma contração de 1,8%. Essa cifra indica uma deterioração significativa em relação à última estimativa de maio, que indicava uma retração muito menos acentuada (de 1,0%), a primeira da economia americana nos últimos três anos.

O recuo da primeira economia do mundo é o mais intenso desde os primeiros três meses de 2009, época em que os Estados Unidos enfrentavam a recessão da crise financeira, quando o PIB caiu 5,4%. Os dados não significam, contudo, o retorno da recessão, que se define tecnicamente por dois trimestres consecutivos da queda do PIB.

Ao contrário, o Federal Reserve, banco central americano, prevê um incremento sensível da atividade no segundo trimestre. Um inverno particularmente rigoroso no início do ano afetou quase todos os setores da economia, de acordo com o Departamento de Comércio.

A contração do primeiro trimestre "reflete contribuições negativas dos estoques, das exportações, dos investimentos domésticos e estrangeiros, assim como dos gastos dos governos estaduais", informou o Fed em um comunicado.

O consumo -motor do crescimento-, que chegou a 1%, desacelerou em comparação com o último trimestre de 2013, quando havia registrado uma alta de 3,3%. Enquanto isso, os investimentos privados caíram 11,7%, com uma contração do investimento doméstico de 4,2% e um retrocesso do investimento estrutural de 7,7%.

O gasto público seguiu uma trajetória parecida, com uma queda de 0,8%, principalmente no setor de defesa (-2,5%), apesar da contribuição do Estado federal ter sido globalmente positiva. As exportações americanas retrocederam 8,9%, praticamente dissipando o avanço de 9,5% registrado no último trimestre de 2013, enquanto as importações cresceram 1,8%.

Além disso, o aumento limitado nos estoques das empresas reduziu 1,7 ponto porcentual do PIB em comparação com a primeira estimativa no final de maio. Os estoques das empresas subiram 45,9 bilhões de dólares nos três primeiros meses do ano, contra uma alta de 111,7 bilhões de dólares no quarto trimestre de 2013.

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