Porto Alegre, terça-feira, 21 de Outubro de 2014

  • 26/06/2014
  • 17:28
  • Atualização: 17:42

Direção da UPA da zona Norte admite tumulto devido à demora no atendimento

Situação decorre da falta de médicos e aumento na demanda nos últimos dias, segundo diretor

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  • Camila Kila/Rádio Guaíba

A direção da Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) da Zona Norte de Porto Alegre se manifestou a respeito da denúncia do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) sobre o risco de invasão no local na madrugada desta quinta-feira. Conforme a entidade, representantes foram à unidade localizada no triângulo da avenida Assis Brasil para conferir as condições de atendimento e constataram um ambiente de tensão e princípio de tumulto. Algumas das quase 100 pessoas aguardando atendimento também incitaram a invasão da área interna, onde estão os profissionais e pacientes em observação.

A entidade solicitou apoio da Brigada Militar, que foi à unidade para conter o risco de violência. Um boletim de ocorrência foi lavrado na 14ª Delegacia de Polícia, em que a entidade médica declarou que há número insuficiente de plantonistas e que a responsabilidade pela situação é dos gestores, que são o Grupo Hospitalar Conceição (GHC) e a Prefeitura da Capital.

O diretor da UPA, João Albino Potrich, admite que a espera por atendimento foi demorada, o que causou revolta nas pessoas. Ele explica que o problema ocorreu por dois fatores: o aumento da demanda e a diminuição do número de médicos.

Conforme Potrich, em razão do clima frio e chuvoso, muitas pessoas passaram a buscar atendimento para problemas respiratórios e gripe. Com isso, a média de atendimentos diários passou nesta semana de 350 para mais de 400. Além disso, três profissionais estão em licença saúde e outros três foram demitidos recentemente. No local, atuam 21 médicos.

Normalmente, o número de clínicos-gerais é de cinco pela manhã, sete à tarde, cinco das 19h à meia-noite e quatro na madrugada. Na quarta-feira, apenas dois médicos atendiam neste período, devido a problemas de saúde de outros dois profissionais.

A fim de repor as vagas em aberto, um concurso foi realizado e a previsão é que pelo menos três médicos sejam chamados já em julho. Outros também poderão ser nomeados posteriormente.

O diretor ressaltou que a maior demora ocorre para pacientes classificados como verde, que são quem mais procura atendimento na UPA. Estes, por não serem de risco, conforme triagem, devem aguardar mais tempo, já que são priorizadas as consultas para os classificados como laranja ou vermelho, os mais graves.

A unidade soma 22 leitos de observação, sendo 13 para adultos, quatro pediátricos, três de alta complexidade e dois de isolamento.

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