Porto Alegre, sábado, 25 de Outubro de 2014

  • 27/06/2014
  • 07:41
  • Atualização: 08:04

Delegado irá refazer trajeto de mulher que raptou bebê

Recém-nascida foi roubada de hospital de Porto Alegre

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  • Correio do Povo

O titular da 17ª Delegacia de Polícia de Porto Alegre, delegado Hilton Müller Rodrigues, pretende refazer o trajeto da mulher que raptou um bebê na Maternidade Mário Totta do Hospital Santa Casa na tarde de terça-feira. A suspeita embarcou, com a criança, em um táxi e desceu nas imediações do Hospital Materno-Infantil Presidente Vargas, na avenida Independência. De lá, ela foi a pé até a avenida Osvaldo Aranha. A partir desse local, ainda não está claro como a mulher se deslocou até o Lami, onde foi presa na madrugada de quarta-feira.

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Outra dúvida dos policiais da 17ª DP é com quem a mulher conversou no celular no momento em que embarcou no táxi, após sair do hospital. Müller está pedindo a quebra do sigilo telefônico da suspeita à Justiça. Os policiais civis querem, ainda, confirmar ou não se a sequestradora teve um aborto espontâneo, como ela afirmou. Além disso, um laudo de sanidade mental, salientou Müller, poderá ser pedido.

O delegado já descobriu que a suspeita trabalhava de atendente em uma clínica psiquiátrica e, tempos atrás, foi vítima de uma tentativa de homicídio por parte do ex-marido, já falecido. A motivação do rapto permanece, por enquanto, obscura.

A polícia está ouvindo testemunhas. No inquérito estão anexadas as imagens da movimentação da acusada, após ter pego a criança no quarto da mãe, fingindo ser uma enfermeira que levaria a recém-nascida para exames. A identificação da sequestradora ocorreu a partir da divulgação das imagens da acusada deixando o hospital com o bebê e embarcando em um táxi.

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