Porto Alegre, domingo, 26 de Outubro de 2014

  • 27/06/2014
  • 08:00
  • Atualização: 08:28

Tremor de terra assusta moradores de Caxias do Sul

Abalo foi percebido nos bairros da zona Norte do município da Serra

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  • Correio do Povo e Rádio Guaíba

Moradores de Caxias do Sul relataram à Brigada Militar e ao Corpo de Bombeiros, na noite dessa quinta-feira, um tremor de terra na zona Norte do município da Serra gaúcha. O abalo foi percebido por moradores dos bairros Fátima, Parque Oasis, Santa Fé, Nossa Senhora da Saúde e Vinhedos.

Uma moradora do bairro Fátima relatou que se assustou ao ver os vidros tremendo e os móveis se movendo no apartamento. Apesar do susto dos moradores, nenhum dano foi registrado.

O Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (CIOSP) recebeu pelo menos dez chamados por volta das 23h, relatando o fenômeno. O telefone convencional do Corpo de Bombeiros, também foi acionado por diversas vezes pelo mesmo motivo.

Histórico

Em abril de 2011, foi registrado um forte tremor de terra, que assustou moradores da zona Norte de Caxias do Sul. O fenômeno foi considerado uma “acomodação do solo”. O Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (UNB), informou na época que os equipamentos da instituição não registraram nenhum abalo em Caxias do Sul. E, tranqüilizando a população, afirmou que é normal não haver registros neste caso, já que os tremores foram de pequena magnitude. De acordo com a instituição, município gaúcho possui um histórico conhecido desses tremores.

Em 2008, um tremor de terra também assustou os moradores de bairros da zona Norte de Caxias do Sul. Um estrondo seguido de um abalo sísmico com cerca de 10 segundos de duração foi o suficiente para tirar da cama mais cedo 30% dos 450 mil habitantes da cidade serrana. Pela medição de sismógrafos de engenharia utilizados na região, o abalo alcançou 5 milímetros por segundo. “A intensidade é suficiente para cair um reboco”, explicou o geólogo, Nério Jorge Susin. Na época, nenhuma chamada relatou danos material ou físico. No entanto, as 18 câmaras de vigilância instaladas na área não registraram qualquer movimento relacionado ao fato.


* Com informações do repórter Dico Reis

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