Porto Alegre, domingo, 21 de Dezembro de 2014

  • 29/06/2014
  • 16:30
  • Atualização: 16:38

Campos inicia campanha eleitoral no próximo domingo

Candidato do PSB disse que chapa está completamente unida e revigorada

Campos inicia campanha eleitoral no próximo domingo | Foto: Pedro Ladeira / Folhapress / CP Memória

Campos inicia campanha eleitoral no próximo domingo | Foto: Pedro Ladeira / Folhapress / CP Memória

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Após as divergências internas nas negociações de alianças estaduais em meio à formação da candidatura com a rede
de Marina Silva, o candidato do PSB à Presidência da República, Eduardo Campos, disse neste domingo que sua chapa inicia a campanha no próximo dia 6 de julho "completamente unida e revigorada". "A marca que ficou é que crescemos todos na compreensão dos valores democráticos. Saímos unidos. Agora esse debate faz parte do passado. O debate de palanque passou, agora é o debate com o povo sobre o que vamos fazer a partir de 1º de janeiro", disse o candidato. 

Campos participou neste domingo do Congresso do PSB, que definiu a composição do diretório nacional da sigla. O próprio candidato tocou no assunto sobre as alianças estaduais. "Não tínhamos consenso em todos os cantos, não", lembrou. Os maiores embates entre a Rede Sustentabilidade, da vice Marina, e o PSB aconteceram em São Paulo, onde o partido de Campos se aliou aos tucanos, e no Rio de Janeiro, onde a sigla integra o palanque petista. 

O pessebista, que antes da convenção teve uma conversa com Marina para "sepultar" as divergências, afirmou que muitos
torceram para que as divergências minassem sua candidatura. "Tantos torceram para que isso não desse certo", comentou. Ele minimizou o alcance das discussões internas. "O povo brasileiro não quer saber se a coligação num Estado é assim ou assado. Ele quer fazer um debate sobre o seu mundo, sobre sua pauta", desconversou.

Pior que antes 

Em seu discurso para a militância do PSB, Campos voltou a criticar o governo Dilma Rousseff. Para o candidato, a petista
entregará o País em condições piores do que quando sucedeu o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Pela primeira vez
vamos ver uma presidente eleita entregar um país pior do que recebeu", afirmou. 

Ele disse que os próximos meses servirão para convencer o eleitorado que teme perder as conquistas dos últimos anos de que sua candidatura manterá os programas bem sucedidos do governo. O foco da campanha, segundo o candidato, será levar à população uma mensagem de que existe um "caminho novo", preservando as conquistas e mudando o que precisa ser corrigido. 

Aos militantes, Campos declarou que "poderia ser muito mais simples disputar os mandatos seguros e certos", mas que o partido o lançou candidato, apesar de ter apoiado o governo petista até então, para manter sua história e coerência. "Não fazemos política para ficarmos acomodados na conveniência", justificou. 

O candidato afirmou que sua campanha será modesta e "limpa". "Eleição não se ganha com estrutura e dinheiro, mas com história e posicionamento correto", pregou.  

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