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30/06/2014 10:41 - Atualizado em 30/06/2014 10:43

PR supera impasses com governo e aprova apoio a Dilma

Com 23 votos favoráveis e um contra, único voto divergente foi do líder do partido na Câmara, Bernardo Santana

No último dia de prazo definido pela Justiça Eleitoral, o Partido da República (PR) formalizou, em pouco mais de meia hora, o apoio a reeleição da presidenta Dilma Rousseff (PT) e do vice Michel Temer (PMDB) com 23 votos favoráveis e um contra. O único voto divergente foi do líder do partido na Câmara, Bernardo Santana (MG), que enviou procuração para que o senador Antonio Carlos Rodrigues (PR-SP) votasse, por ele, a favor da candidatura do senador Aécio Neves (PSDB-MG).

Bernardo Santana foi um dos autores do movimento “Volta Lula” que, no início do ano reuniu apoio de parte da bancada do PR no Congresso para que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disputasse o comando do Planalto no lugar de Dilma. O movimentou colocou em evidência impasses entre o partido e o governo que dificultaram, por exemplo, que no último dia 21 o partido definisse em convenção nacional seu posicionamento. Na data, os delegados decidiram deixar a decisão para a Executiva Nacional.

Segundo o senador Alfredo Nascimento, presidente do partido, a substituição do ministro dos Transportes, César Borges (PR), que estava no cargo desde abril de 2013, ajudou no resultado. “O que estabelecia a diferença do partido com o governo era a relação com o ministro (César Borges). O gesto de troca fez com que o partido entendesse a boa vontade do governo”, disse.

Na semana passada, em meio as articulações da chapa de Dilma em busca de alianças com partidos para a disputa da reeleição, a presidenta substituiu Borges e devolveu o comando do ministro dos Transportes para Paulo Sérgio Passos, da mesma legenda, que estava no cargo antes de Borges, e também foi ministro interino no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Parte da Executiva Nacional do PR deixou a reunião que ocorreu em um hotel de Brasília para se encontrar com Dilma no Palácio do Planalto e anunciar o apoio.

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Fonte: Agência Brasil






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