Correio do Povo

Porto Alegre, 21 de Agosto de 2014


Porto Alegre
Agora
21ºC
Amanhã
15º 29º


Faça sua Busca


Notícias > Economia

ImprimirImprimir EnviarEnviar por e-mail Fale com a redaçãoFale com a redação Letra Diminuir letra Aumentar Letra

30/06/2014 22:57 - Atualizado em 30/06/2014 23:04

Manutenção de incentivo fiscal tem pouco impacto sobre PIB, dizem especialistas

Reforma tributária, investimento em infraestrutura e redução dos tributos poderiam ajudar a reverter situação econômica

Anunciada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, como essencial para manter o emprego e a produção no país, a prorrogação dos incentivos fiscais para as indústrias de veículos e de móveis é paliativa. Segundo especialistas ouvidos pela Agência Brasil, a manutenção das alíquotas reduzidas contribuirá pouco para reverter o baixo crescimento da economia.

Professor titular de economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Reinaldo Gonçalves acredita que as desonerações setoriais são ineficazes, tanto no curto, como no longo prazo. “São medidas que beneficiam apenas setores da economia com poder político para pressionar o governo, mas trazem pouco benefício para a sociedade”, diz.

No caso da desoneração dos automóveis, o professor ressalta que a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) prejudica a mobilidade urbana, porque o governo abre mão de recursos que poderiam estar sendo investidos na estrutura de transporte coletivo. “O Brasil está cheio de automóveis. No longo prazo, os incentivos não fazem sentido. No curto prazo, os estímulos pouco ajudarão o PIB [Produto Interno Bruto, soma das riquezas produzidas no país] por causa da escassez de crédito e do endividamento da população”, destaca.

Professor da Escola de Economia da Fundação Getulio Vargas de São Paulo (FGV-SP), Samy Dana também critica as desonerações setoriais. Segundo ele, as medidas ajudam apenas alguns empresários, sem resolver problemas estruturais da economia. “As desonerações transferem muito pouco [crescimento] para o PIB. São medidas apenas pontuais, que contribuem de forma limitada para melhorar a economia”, comenta.

Samy Dana diz que para tornar o Brasil competitivo e fazer a economia crescer de forma sustentada, o governo precisa resolver problemas estruturais. “Essa política de apagar incêndios não resolve muito. O ideal seria o país investir em infraestrutura e fazer uma reforma tributária que simplifique a legislação e reduza o peso dos tributos sobre a economia”, acrescenta.

Bookmark and Share

Fonte: Agência Brasil






O que você deseja fazer?

Busca

EDIÇÕES ANTERIORES

Acervo de 09 de Junho de 1997 a 30 de Setembro de 2012. Para visualizar edições a partir de 1 de Outubro de 2012, acesse a Versão Digital do Correio do Povo. No menu, acesse “Opções” e clique em “Edições Anteriores”.