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02/07/2014 08:23 - Atualizado em 02/07/2014 08:51

Jovem palestino é assassinado em Jerusalém em aparente retaliação

Adolescente foi encontrado morto dois dias após o enterro de três israelenses

Um adolescente palestino foi sequestrado e assassinado nesta quarta-feira, um crime "abjeto" segundo o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, em uma aparente retaliação pelo assassinato de três jovens israelenses
na Cisjordânia.

O adolescente, Mohamad Abu Khdeir, de 16 anos, foi sequestrado quando estava no bairro de Shuafat, em Jerusalém Oriental, ocupada e anexada por Israel. O corpo do jovem, com marcas de violência, foi encontrado em Jerusalém Ocidental, segundo a rádio militar israelense.

O crime pode ter sido um ato de vingança após o assassinato de três jovens israelenses, sequestrados em 12 de junho na Cisjordânia e encontrados mortos na segunda-feira, segundo a imprensa. A polícia, no entanto, informou que explora "todas as pistas". "Após as buscas, encontramos um corpo perto do bosque de Jerusalém", declarou  Luba Samri, porta-voz da polícia israelense, que se negou a vincular o crime ao assassinato de três jovens israelenses, que foram sepultados na terça-feira em uma cerimônia nacional na presença de dezenas de milhares de pessoas.

O primeiro-ministro Netanyahu "pediu a abertura de uma investigação para encontrar os autores deste assassinato abjeto e determinar as circunstâncias", afirma um comunicado de seu gabinete. A nota alerta ainda todas as partes contra o desejo de fazer justiça com as próprias mãos. Pouco antes, o presidente palestino, Mahmud Abbas, havia solicitado ao primeiro-ministro israelense uma condenação do assassinato, "assim como nós condenamos o dos três israelenses".  Abbas também solicitou a Israel a "adoção de medidas concretas para acabar com os ataques de colonos e o caos resultante das agressões".

As forças de segurança israelenses foram mobilizadas em Shuafat, onde o adolescente foi visto sendo forçado a entrar em um veículo, segundo a polícia. "É um veículo preto, que foi denunciado porque o motorista tentou sequestrar uma criança palestina de sete anos na segunda-feira à noite. Foram feitas denúncias", afirmou um primo do adolescente. O prefeito de Jerusalém, Nir Barkat, condenou um "ato horrível e selvagem" e pediu moderação a todos em comunicado.

No início da semana confrontos violentos foram registrados no campo de refugiados de Shuafat, onde 200 palestinos atiraram pedras contra as forças de segurança, que responderam com balas de borracha e feriram levemente uma jornalista palestina. "O nível de alerta aumentou devido ao contexto de segurança", anunciou a polícia.

Desde que os corpos dos três jovens israelenses foram encontrados na segunda-feira ao sul da Cisjordânia, a polícia israelense reforçou o dispositivo em todo o território para evitar atentados ou represálias contra a minoria árabe israelense ou os palestinos.

O assassinato dos três israelenses foi atribuído por Israel ao movimento radical palestino Hamas, que negou envolvimento, ao mesmo tempo que expressou apoio a "qualquer ato de resistência contra a ocupação israelense".
Quase 200 pessoas participaram na terça-feira em uma manifestação antiárabe em Jerusalém. A polícia anunciou a detenção de 47 manifestantes na terça-feira à noite.

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Fonte: AFP






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