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02/07/2014 20:38 - Atualizado em 02/07/2014 20:49

Abaixo-assinado quer parque de conservação para mascote da Copa

Tatu-bola, que ficou famoso com o personagem Fuleco, corre risco de extinção no Brasil

Tatu-bola, que ficou famoso com o personagem Fuleco, corre risco de extinção no Brasil<br /><b>Crédito: </b> Edmonton Zoo/Divulgação CP
Tatu-bola, que ficou famoso com o personagem Fuleco, corre risco de extinção no Brasil
Crédito: Edmonton Zoo/Divulgação CP
Tatu-bola, que ficou famoso com o personagem Fuleco, corre risco de extinção no Brasil
Crédito: Edmonton Zoo/Divulgação CP

Estádios, obras de mobilidade e turismo são benefícios frequentemente citados como legados da Copa do Mundo no Brasil. Um grupo de mais de 160 mil pessoas, porém, quer um parque de conservação para o tatu-bola, animal escolhido para ser mascote da Copa do Mundo, com o personagem Fuleco, e que está na lista de espécies brasileiras ameaçadas de extinção.

Depois de produzir artigo científico em conjunto com outros pesquisadores, mostrando incoerência entre a escolha de uma espécie ameaçada, para dar cara ao maior evento esportivo do planeta, e a falta de investimento para conservar a espécie, o biólogo Felipe Melo, professor da Universidade Federal de Pernambuco, abriu o abaixo-assinado. Ele propõe a criação de um parque nacional na Caatinga, dedicado à preservação do Tolypeutes tricinctus.

As assinaturas foram entregues nesta quarta-feira ao diretor do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Sérgio Brant. Para produzir o artigo, o grupo de pesquisadores fez uma expedição à Caatinga e constatou que a caça de tatu ainda faz parte da cultura regional. “A gente chegava nos lugares e perguntava para as crianças quem tinha comido tatu no último ano, e todo mundo levantava a mão”, segundo Felipe Melo. Isso, apesar de o tatu ser um reservatório de hanseníase: comer a carne, além de poder levá-lo à extinção, ainda traz o risco de contrair a doença.

Segundo o professor, a Caatinga é um ecossistema que só existe no Brasil, e é o mais desprotegido de todo o país. Além da caça ao tatu, a destruição do bioma - habitat da espécie, juntamente com o Cerrado - também contribui para aumentar a ameaça. Em seu ambiente natural, o tatu-bola tem o papel de movimentar os nutrientes da terra, de controlar a presença de formigas, e ainda são alimento para grandes felinos. Para Melo, a principal ferramenta para conservar o tatu é a criação de áreas naturais, protegidas por lei, para a manutenção de espécies e ecossistemas.


Fonte: Agência Brasil






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