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03/07/2014 21:46 - Atualizado em 03/07/2014 21:51

Leandro Boldrini depõe em Três Passos

Acusado de matar o filho Bernardo, médico foi hostilizado na entrada do foro

Leandro Boldrini depõe em Três Passos<br /><b>Crédito: </b> Zalmir Soares/ Rádio Alto Uruguai / CP
Leandro Boldrini depõe em Três Passos
Crédito: Zalmir Soares/ Rádio Alto Uruguai / CP
Leandro Boldrini depõe em Três Passos
Crédito: Zalmir Soares/ Rádio Alto Uruguai / CP

O médico Leandro Boldrini, acusado de participar da morte do filho Bernardo Boldrini, 11 anos, participou de uma audiência na tarde desta quinta-feira, no Foro de Três Passos. O médico chegou por volta das 15h20min, escoltado por agentes da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe), que o conduziram da Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc), até o município. Esta foi a primeira vez que Leandro voltou a Três Passos desde que foi preso, em abril. A sessão durou aproximadamente uma hora.

Na entrada do Foro, ele foi hostilizado por manifestantes, que o aguardavam em frente ao prédio. Aproximadamente 60 pessoas, entre comerciantes, amigos da família do garoto e professores e alunos do colégio Ipiranga, onde Bernardo estudava, fizeram um protesto com cartazes pedindo justiça. Alguns manifestantes agrediram verbalmente ao médico, enquanto outros gritavam o nome de Bernardo.

A audiência foi convocada para tratar do processo civil, movido pela avó do garoto, Jussara Uglione. Segundo o advogado de Jussara, Marlon Taborda, a ação busca ressarcimento por bens, que o médico supostamente teria se apropriado. O processo começou a tramitar após a morte da mãe de Bernardo, que, segundo a Polícia Civil, cometeu suicídio há cerca de quatro anos. Após a audiência, o médico foi conduzido para a Pasc.

O corpo de Bernardo foi localizado no dia 14 de abril, enterrado em uma cova, aberta em um matagal, situado na área rural de Frederico Westphalen, próximo à residência da mãe de uma das acusadas do crime, Edelvânia Wirganovicz. O local fica a 80 quilômetros de distância de Três Passos, onde o garoto residia com a família.

O menino desapareceu em 4 de abril. Um dia depois do sumiço do menino, o médico ligou para uma rádio e fez um apelo para quem pudesse fornecer pistas sobre o paradeiro da criança. Na noite de 14 de abril, após a confissão de Edelvânia, policiais da cidade localizaram a cova do garoto. Ele foi assassinado com um anestésico e teve ácido derramado em seu corpo.

Além do médico e de Edelvânia, o irmão desta, a madrasta do garoto Graciele Ugulini, e o irmão presos, acusados por homicídio doloso e ocultação de cadáver.

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Fonte: Agostinho Piovesan / Correio do Povo






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