Porto Alegre, segunda-feira, 20 de Outubro de 2014

  • 04/07/2014
  • 18:53

Após desabamento de viaduto, prefeitura de BH fará novas inspeções em obras

Construtura informou que Viaduto Guararapes terá que ser demolido

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  • Agência Brasil

O desabamento de parte de um viaduto sobre a Avenida Pedro I, em Belo Horizonte (MG), nessa quinta-feira levou a Secretaria de Obras e Infraestrutura da capital mineira a anunciar que todos os viadutos que fazem parte do chamado BRT (Bus Rapid Transit) passarão por novas inspeções. “As etapas que levam à aprovação de um empreendimento desta natureza são muito detalhadas. Nenhum exame de teste, nenhum ensaio técnico, nenhuma medida preventiva deixou de ser feita em todas as obras (do BRT). Evidentemente, procurando garantir a satisfação que a opinião pública merece, a prefeitura conduzirá exames adicionais”, anunciou, nesta sexta, o secretário municipal José Lauro Nogueira.

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Ao ruir, por volta das 15h, toneladas de ferro e concreto atingiram um micro-ônibus, um carro e dois caminhões, matando duas pessoas e ferindo ao menos 22 pessoas. Os escombros também interditaram uma das principais opções de acesso entre a zona norte de Belo Horizonte e o Estádio Mineirão, que sedia, na próxima terça-feira, uma das partidas das semifinais.

Durante entrevista coletiva, Nogueira confirmou que todo o Viaduto Guararapes terá que ser demolido – informação confirmada pela construtora responsável pela obra, a Cowan. Ainda de acordo com o secretário, tão logo os órgãos técnicos e a Polícia Civil concluam as perícias e liberem a área, a prefeitura e as empresas responsáveis começarão a liberar a via.

Inicialmente prevista para ser entregue em junho, a obra estava em fase de acabamento, com previsão de ser concluída no final deste mês. Todo o complexo de obras necessárias à implementação do BRT belo-horizontino está sendo executado pela Cowan que, em nota divulgada esta tarde, garantiu que todos os procedimentos e material usado passaram pelos testes obrigatórios sem apresentarem qualquer problema, atendendo a todas as normas vigentes.

A Cowan informa que, em 56 anos de atuação e centenas de obras de grande porte, nunca registrou um acidente como esse. Apesar disso, no início de fevereiro deste ano, outro viaduto que estava sendo construído para a implementação do BRT, o Montese, teve que ser interditado devido a um problema estrutural – parte do viaduto em construção se deslocou, lateralmente, cerca de 30 centímetros em relação ao resto da estrutura. A construtora descartou qualquer relação entre os dois fatos, garantindo se tratar de obras “independentes e distintas”.

Na mesma nota divulgada há pouco, a Cowan disse ter colocado uma equipe de psicólogos, médicos e assistentes sociais à disposição das vítimas que sobreviveram ao acidente e aos parentes dos mortos e feridos. Segundo a construtora, peritos foram contratados para avaliar as causas do acidente. Os resultados devem ser apresentados em até 30 dias.

Mais cedo, a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, confirmou que as obras do BTR receberam recursos federais, pois o projeto faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Mobilidade Urbana, mas disse que a responsabilidade pelo projeto e por fiscalizar os trabalhos é da Superintendência de Desenvolvimento da Capital, autarquia da prefeitura da capital mineira. Até agora, o empreendimento custou R$ 713 milhões, dos quais R$ 311 milhões vieram do PAC. O projeto custou R$ 5,1 milhões, pagos pela prefeitura.

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