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Os advogados do PDT e do PMDB manifestam preocupação com a dificuldade de estabelecer controle sobre os conteúdos da Internet. Eles temem a disseminação de informações caluniosas em sites de terceiros que estejam agindo propositalmente. Também alertam para a dificuldade de identificar os responsáveis por possíveis difamações, além de classificar como "quase impossível" a hipótese de obter um direito de resposta.
"Não tem como estabelecer a autoria na Internet. O horizonte é desfavorável, pois a ferramenta pode ser usada para macular a imagem", disse João Affonso da Câmara Canto, advogado do PDT gaúcho. Ele acredita que o TSE deverá rediscutir o uso da Internet até o dia 5 de março, prazo máximo permitido por lei para a definição das regras para o pleito. "Acho que ainda pode haver recuo nesta decisão do TSE. Se prevalecer a resolução atual, teremos que ter mecanismos de proteção do candidato", opinou.
Milton Casa, advogado do PMDB gaúcho, diz acreditar que a internet é "incontrolável" e manifesta preocupação com a busca de reparações por candidatos que se considerarem atingidos. "Pelos prazos eleitorais, temos 24 e 48 horas para pedir o direito de resposta. Neste curto período, como vamos localizar o responsável por algum material pejorativo. É praticamente impossível."
Blogueiros
Dois blogueiros censurados pela Justiça de publicar informações sobre casos de escândalos decidiram trocar informações, publicando um a notícia do outro. Assim, conseguiram furar a mordaça imposta por tribunais sem que fossem executados pela Justiça. Os autores da ideia são o jornalista Fábio Pannunzio e a economista Adriana Vandoni. Segundo Pannunzio, a proposta busca "preservar o interesse público e a liberdade de imprensa".
Fonte: Correio do Povo
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