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Porto Alegre, segunda-feira, 10 de Dezembro de 2018

  • 10/08/2018
  • 08:58
  • Atualização: 09:31

Instituto Penal de Carazinho deverá passar por reformas

Albergue está fechado desde 25 de março deste ano após ser atingido por um incêndio

Unidade para detentos do semiaberto está sem funcionar devido a incêndio | Foto: Éberson Tapia de Oliveira / Divulgação / CP

Unidade para detentos do semiaberto está sem funcionar devido a incêndio | Foto: Éberson Tapia de Oliveira / Divulgação / CP

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  • Agostinho Piovesan

O projeto para a reforma do Instituto Penal de Carazinho foi apresentado durante reunião no Ministério Público (MP) na cidade. O albergue está fechado desde 25 de março deste ano após ser atingido por um incêndio. Na ocasião, havia 108 detentos do regime semiaberto no local. Ninguém ficou ferido.

O plano prevê a demolição e reconstrução do alojamento B e a reforma do espaço A. Segundo o diretor adjunto do Presídio Estadual de Carazinho (Pecar), Éberson Tapia de Oliveira, o projeto das obras foi apresentado às empresas da área da construção civil da cidade. Também participaram do encontro representantes da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe), do MP e do Judiciário. “O objetivo é que as empresas avaliem o plano e se iniciem as discussões sobre o orçamento que será preciso para viabilizar as obras da estrutura, localizada ao lado do presídio.”

A direção da casa prisional informa que foram convidadas 11 empresas para apresentarem seus orçamentos. A partir disso, a meta é verificar se o Conselho da Comunidade, por meio de recursos repassados pela Vara de Execuções Criminais, tem como custear os trabalhos ou se os valores serão de um montante mais elevado, havendo a necessidade de apoio também do Estado.

A capacidade de alojamento após a realização das obras permanecerá para 64 detentos. “Embora a nova proposta tenha algumas alterações em relação à disposição de parte de algumas paredes, o tamanho da estrutura se manterá o mesmo”, explica o diretor adjunto do presídio. O prazo para que as obras sejam executadas é de 90 dias. Caso os valores necessários fique acima do que pode ser custeado pelo Judiciário de Carazinho e Não-Me-Toque e pela Justiça Federal em Carazinho, será necessária a abertura de licitação, e os serviços deverão demorar mais tempo.