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Porto Alegre, domingo, 21 de Outubro de 2018

  • 10/08/2018
  • 14:10
  • Atualização: 21:35

Começa reforma da parte externa do Castelo Simões Lopes

Os trabalhos começaram pelos jardins e, após captação de recursos, seguirão na estrutura

O castelo foi construído em 1921 e inaugurado em 1923 | Foto: Angélica Silveira / Especial / CP

O castelo foi construído em 1921 e inaugurado em 1923 | Foto: Angélica Silveira / Especial / CP

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  • Angélica Silveira

Está previsto para o próximo dia 26 o lançamento das obras de restauração do Castelo Simões Lopes, em Pelotas. Os trabalhos, entretanto, começaram no final de julho e a expectativa é de que a parte externa fique pronta em seis meses. “Já captamos R$ 800 mil de verba da Lei de Incentivo à Cultura. Nos faltam R$ 79 mil de LIC e R$ 317 mil da Lei Rouanet”, explica a diretora de projetos do Instituto Eckart, Clarice Ficagna. O instituto venceu a licitação para a revitalização, restauração e uso criativo do local, realizada ano passado. Inicialmente, os trabalhos ocorrerão no jardim, na garagem, que deve virar o escritório para atender a comunidade, e em um banheiro. “Enquanto isto, dentro do castelo, não será feita nenhuma restauração, pois o projeto ainda não foi aprovado pelo Iphan”, justifica.

Construído em 1921 e inaugurado em 1923, o castelo é um patrimônio histórico do município e foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (Iphae) em 2012. Em 2016, foi criada uma lei municipal que viabiliza a revitalização e uso criativo de imóveis públicos. “Será quase um parque, que poderá ser utilizado para feiras de artesanato, de orgânicos. A ideia é oferecer de forma gratuita à comunidade”, enfatiza. O primeiro teste será no próximo dia 19, Dia do Patrimônio, em Pelotas, quando entre 14h e 17h haverá uma visita guiada. Para tanto, o castelo está sendo limpo. “Queremos dar condições para que a população enxergue o local e já sentimos isso no jardim histórico, quando nos deparamos com crianças que vêm brincar aqui”, relata a arquiteta do projeto, Simone Neutzling.

Os vidros quebrados da claraboia do prédio estão sendo classificados e identificados para que possam servir de subsídios para a restauração, pois trazem informações sobre o sistema construtivo do local. As peças em condições de uso serão reaproveitadas após restauradas. “Quando abrirmos o jardim, colocaremos tapumes nas aberturas do prédio, para que o acesso seja feito somente por pessoas autorizadas”, relata. Equipe de 12 pessoas trabalha na limpeza do terreno e cercamento provisório da área externa. O instituto será responsável pela gestão do castelo até 2032.