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Porto Alegre, terça-feira, 18 de Setembro de 2018

  • 06/01/2018
  • 09:21
  • Atualização: 09:26

Municípios do Vale do Rio Pardo intensificam combate ao mosquito da dengue

Cidades apresentam focos do inseto, mas ainda não há registro da doença na região

População deve evitar descarte irregular de lixo para coibir surgimento de focos | Foto: Jairo de Souza / Especial / CP

População deve evitar descarte irregular de lixo para coibir surgimento de focos | Foto: Jairo de Souza / Especial / CP

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Três municípios do Vale do Rio Pardo estão infestados pelo mosquito vetor da dengue, conforme dados da 13ª Coordenadoria Regional de Saúde (CRS). Embora sem registro da doença, o Estado e as prefeituras de Santa Cruz do Sul, Pantano Grande e Rio Pardo investem no combate aos focos de Aedes aegypti.

De 2016 até dezembro do ano passado, o número de focos do mosquito aumentou mais de 18 vezes em Santa Cruz do Sul. De 20 casos, subiu para 192. As larvas estão distribuídas em dez bairros do município, sendo o Schulz e o Senai os que apresentam maior número, com 90 e 55 focos, respectivamente. No bairro Schulz, houve um mutirão de limpeza no fim do ano, na tentativa de reduzir os focos.

O coordenador municipal de combate ao Aedes aegypti, Leonardo Rodrigues, informou que novos focos foram descobertos no bairro São João, mas ainda não foi confirmada a quantidade. Nos demais bairros, a rotina segue a mesma: visitas às casas, coleta de larvas e aplicação de larvicida. Agentes de saúde também visitam famílias e orientam sobre os procedimentos para manter a residência segura.

Em Pantano Grande, mesmo depois de ter eliminado os focos de mosquitos da dengue encontrados no ano passado, o município ainda é considerado como infectado. De acordo com informações da Secretaria Municipal de Saúde, em março foram registrados três criatórios no bairro Farol. Houve monitoramento e ações para erradicação das larvas. Em julho, foi constatado que os focos haviam sido eliminados.

Rio Pardo ganhou o status de infestado em relação à presença de focos de mosquito em março de 2017, quando dois pontos foram localizados perto da BR 471. Contudo, uma ofensiva foi feita, eliminando o vetor. Em outubro, um Levantamento de Índice Rápido (Lira) foi realizado e nenhum foco, encontrado. O secretário de Saúde, Augusto Pellegrini, explica que o trabalho de prevenção continua intenso. Apesar do alerta, a coordenadora da 13ª CRS, Mariluci Reis, informou que o saldo de apenas três municípios com foco entre os 13 da área de abrangência pode ser considerado positivo. “Não podemos parar, para que a situação continue tranquila.”

Uruguaiana teve 1,1 mil focos em 2017

A Secretaria de Saúde de Uruguaiana apresentou relatório que apontou em 2017 a detecção de 1,1 mil focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya, na área urbana, contra 624 incidências registradas no ano anterior. Segundo o supervisor da equipe de agentes de endemias, João Paulo Soares, o crescimento demanda cuidados especiais das autoridades e da população, que necessita de conscientização e atitudes práticas que contribuam para conter a infestação. “O volume é preocupante e coloca em risco a saúde pública”, alerta. Neste ano, já foram recolhidas dezenas de larvas que estão sob análise, ainda sem resultado.

Conforme a responsável pela 10ª Coordenaria Regional de Saúde, Heili Temp, sete dos 11 municípios cobertos pela regional, sediada em Alegrete, estão infestados e, pela primeira vez, no final do ano passado, houve os dois primeiros casos autóctones de dengue na Fronteira-Oeste, um deles de um militar de São Gabriel e outro de um detento de Santana do Livramento. Heili reitera que o número de agentes de endemias é insuficiente para enfrentar o quadro e que a comunidade deve participar a fim de impedir a presença de criadouros, principalmente no verão, quando o surgimento dos focos é mais frequente devido às altas temperaturas e a chuvas.