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Porto Alegre, terça-feira, 25 de Setembro de 2018

  • 25/01/2018
  • 10:12
  • Atualização: 14:12

Cachoeirinha assina contrato com terceirizada para limpeza em unidades de saúde

Más condições de higienização já duram cinco meses e prejudicam atendimento à população

Limpeza e recolhimento de lixo deve ser normalizada na próxima semana | Foto: Fernanda Bassôa / Especial / CP

Limpeza e recolhimento de lixo deve ser normalizada na próxima semana | Foto: Fernanda Bassôa / Especial / CP

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  • Fernanda Bassôa

Cinco meses após a Prefeitura de Cachoeirinha rescindir contrato com a empresa que fazia os serviços de limpeza nos prédios da administração municipal, uma nova terceirizada foi escolhida em licitação. A publicação da vencedora no Diário Oficial ocorreu na sexta-feira (19) e a empresa atenderá especificamente as unidades de saúde. O secretário de Saúde de Cachoeirinha, Paulo Abrão, garantiu que a limpeza e o recolhimento de lixo devem ser normalizados no início da próxima semana. “O contrato já foi assinado com a empresa, que atualmente recruta funcionários em processo de seleção", afirma o secretário, destacando que houve pedido de agilidade para sanar a demanda.

De acordo com os trabalhadores das unidades de saúde, a equipe móvel, criada em setembro pelo Executivo para suprir a demanda da limpeza, não é suficiente nem mesmo adequada para realizar os serviços. “Com frequência precisamos fechar as portas ou impedir atendimentos em virtude das más condições de higiene”, disse a representante do Sindicato dos Municipários de Cachoeirinha (Simca) e auxiliar de enfermagem Delmarina Dias, 45 anos, que atua na Unidade de Saúde da Família (USF) Carlos Wilkens. A USF chegou a ficar 19 dias sem limpeza e fechou por um dia. Outras duas unidades foram obrigadas a interromper consultas na semana passada em virtude da sujeira. “Isso acaba inviabilizando os atendimentos e prejudicando a população.”

A auxiliar de Enfermagem afirma que a situação na rede de saúde é crítica e conta que baratas são vistas pelos corredores. “Sem falar no cheiro insuportável que vem do banheiro pela falta de recolhimento do lixo. Como vamos atender e oferecer um serviço de qualidade dessa maneira? Não há como!” A situação da limpeza precária se arrasta desde setembro, mas tem se agravado com o passar dos meses. Em contato com o Ministério Público do Trabalho, a assessoria informou que não há nenhuma denúncia sobre este cenário em Cachoeirinha e desconhece a situação.