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Porto Alegre, terça-feira, 25 de Setembro de 2018

  • 05/02/2018
  • 12:22
  • Atualização: 12:30

Moradores de Sapucaia do Sul reclamam de cemitérios e questionam taxa de manutenção

Grama por cortar, animais mortos e restos de entulhos e alimentos são motivos de queixa

A limpeza é feita em sistema de mutirão pelas secretarias de Obras e de Serviços e Mobilidade | Foto: Fernanda Bassôa / Especial / CP

A limpeza é feita em sistema de mutirão pelas secretarias de Obras e de Serviços e Mobilidade | Foto: Fernanda Bassôa / Especial / CP

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  • Fernanda Bassôa

Grama por cortar, animais mortos e restos de entulhos e alimentos são as principais reclamações de quem costuma frequentar os cemitérios municipais de Sapucaia do Sul. “Vasos de flores quebrados, túmulos vandalizados, pichados, tampas quebradas e bichos mortos atraindo moscas e outros animais, além do cheiro ruim. É assim que encontramos os dois cemitérios do município, em um estado deplorável”, conta a dona de casa, Ana Maria Rodrigues, 40 anos. Ela visita o cemitério Pio XII, no bairro Lomba da Palmeira, a cada dois meses. “O pior é que nos cobram taxas absurdas com o argumento de investimentos em melhorias e, infelizmente, temos nos deparado com o cemitério coberto de mato e lixo. Um desrespeito com os contribuintes”, comenta o encanador hidráulico, Célio Vargas Garcez de Assis, 45 anos. 

A Prefeitura de Sapucaia do Sul cobra uma taxa anual, prevista na Lei Municipal 3.612/2014, no valor de 10 UMRF, para investir em melhorias e manutenção dos dois cemitérios municipais, o Pio XII e João XXIII. A limpeza é feita em sistema de mutirão pelas secretarias de Obras e de Serviços e Mobilidade. Em 2018, segundo informou o Executivo, a UMRF será de R$ 4,08. Portanto, a taxa cobrada neste ano será de R$ 40,80. Em 2017 o vencimento foi em 11 de dezembro, mas, para 2018 não há data específica de vencimento. A cobrança acontece geralmente no fim do ano e em parcela única. Os boletos são enviados para as residências pelos correios, mas a maioria é devolvida pela falta de atualização dos cadastros. A prefeitura esclarece que pessoas carentes, que utilizam carneiras cedidas pela Secretaria de Desenvolvimento Social, não precisam pagar a taxa.