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Porto Alegre, terça-feira, 25 de Setembro de 2018

  • 14/02/2018
  • 09:10
  • Atualização: 19:52

Patrulha Ambiental apreende 500 quilos de camarão em São José do Norte

Carga não tinha nota fiscal e estava em um veículo que seguia para a Região Metropolitana

O camarão estava separado em sacos plásticos de 1 quilo e sem refrigeração | Foto: Marcelo Edon Lopes / Divulgação / CP

O camarão estava separado em sacos plásticos de 1 quilo e sem refrigeração | Foto: Marcelo Edon Lopes / Divulgação / CP

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Após denúncias, a Patrulha Ambiental (Patram) da Brigada Militar de Rio Grande prosseguiu nesta quarta-feira (14) com a Operação Farfante, contra a pesca ilgeal do camarão-rosa na Laguna dos Patos. Foram flagradas embarcações na captura de forma predatória com redes do tipo “plancha” em Rio Grande. Dois pescadores foram presos e conduzidos à Polícia Federal. Os demais teriam jogado as redes de arrasto na água. A legislação autoriza a atividade somente para pescadores profissionais com licença de pesca válida e embarcações devidamente identificadas, sendo o único apetrecho permitido a rede fixa tipo “aviãozinho”.

Na terça-feira (13), a Patram de Rio Grande apreendeu aproximadamente 500 quilos de camarão-rosa em São José do Norte, também como parte da Operação Farfante. Após informações anônimas, o serviço de inteligência identificou uma caminhonete que estaria transportando grande quantidade de camarão, de procedência duvidosa e sem nota fiscal, para a Região Metropolitana pela BR 101. No veículo, abordado próximo ao distrito de Bojuru, foi encontrado o camarão beneficiado separado em sacos plásticos de 1 quilo, sem refrigeração.

O motorista da caminhonete foi preso em flagrante e apresentado na delegacia de polícia de pronto atendimento da cidade. Ele responderá pelos crimes contra a ordem tributária, econômica e contra as relações de consumo. Conforme o laudo da Secretária da Agricultura, Pecuária e Irrigação do Estado, o camarão era transportado sem inspeção sanitária, portanto impróprio para consumo humano. O camarão também foi enviado para a perícia por ser menor de 9 centímetros, pois assim será possível caracterizar o crime ambiental, conforme prevê instrução normativa do Ibama.