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Porto Alegre, segunda-feira, 22 de Outubro de 2018

  • 19/02/2018
  • 08:20
  • Atualização: 08:36

Combate aos focos do Aedes aegypti é intensificado em Santa Cruz do Sul

Município fechou 2017 com o registro de 198 focos; os resultados de janeiro são aguardados

Os moradores recebem orientação dos agentes sobre a forma de eliminar possíveis criadouros | Foto: Alina Souza / CP Memória

Os moradores recebem orientação dos agentes sobre a forma de eliminar possíveis criadouros | Foto: Alina Souza / CP Memória

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  • Otto Tesche

A Coordenação Municipal de Ações de Combate ao Aedes aegypti de Santa Cruz do Sul pretende fazer novas atividades intensivas com o objetivo de eliminar os focos do mosquito transmissor de dengue, chikungunya e zika vírus. O cerco ocorre durante todo o ano, com visitas às residências para detecção de criadouros, coleta de larvas e aplicação de larvicida, abrangendo, em sistema de rodízio, os 38 bairros. Mesmo assim, é grande o número de larvas de insetos encontradas no início de 2018.

Os moradores recebem orientação sobre a forma de eliminar recipientes que possam acumular água e dar condições de mosquitos depositarem ovos. Mas os agentes de endemia da Secretaria Municipal da Saúde têm visto que esse conselho não é seguido por todos. "O que está nos assustando é o grande número de criadouros e larvas que temos encontrado", diz o coordenador das Ações de Combate ao Aedes, Leonardo Rodrigues. Ele aguarda o resultado da análise laboratorial das larvas coletadas em janeiro e início de fevereiro em oito bairros, para verificar quantas são positivas para o mosquito da dengue e definir o número de focos hoje existentes.

O coordenador observa que o trabalho de vistorias é feito com atenção especial aos bairros que fazem divisa com o Schulz, onde o número de focos chegou a 92 em 2017. Atualmente, a ação de combate ocorre no Bom Jesus. O município fechou o ano passado com o registro de 198 focos, contra 20 em 2016. "O Aedes amplia seu raio de ação a cada local em que deposita ovos e passa para outros bairros. A comunidade precisa fazer a sua parte, que é não dar condições de o mosquito se multiplicar", ressalta. Até o momento, a cidade não tem nenhum caso de dengue.