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Porto Alegre, terça-feira, 13 de Novembro de 2018

  • 20/02/2018
  • 09:16
  • Atualização: 09:58

Cidades da região Metropolitana devem aderir a projeto de saneamento até o fim do mês

Esteio e Eldorado do Sul já oficializaram interesse de participar da parceria público-privada

O Rio dos Sinos integra a área do projeto, que concentra 1,5 milhão de pessoas | Foto: Fernanda Bassôa / Especial / CP

O Rio dos Sinos integra a área do projeto, que concentra 1,5 milhão de pessoas | Foto: Fernanda Bassôa / Especial / CP

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  • Fernanda Bassôa

Sete municípios da Região Metropolitana têm até 28 de fevereiro para manifestar o interesse de aderir ao projeto da Parceria Público-Privada (PPP) de tratamento de esgoto apresentado pela Corsan. Até agora, apenas Esteio e Eldorado do Sul oficializaram a adesão ao projeto. O diretor-presidente da Corsan, Flávio Presser, informou que o lançamento do edital de licitação não deve passar de abril e as obras devem iniciar em 2019. A intenção é que a PPP seja implantada em nove municípios (Alvorada, Cachoeirinha, Canoas, Esteio, Eldorado do Sul, Gravataí, Guaíba, Sapucaia do Sul e Viamão), área que concentra 1,5 milhão de pessoas e onde estão dois dos rios mais poluídos: o Sinos e o Gravataí.

“A PPP é muito mais vantajosa que os Planos Municipais. Além disso, o parceiro privado passa a assumir todos os riscos durante os 35 anos de contrato. A Parceria Público-Privada é um meio, é um instrumento de execução, e não um fim”, explica Presser. Os municípios que não aderirem ao projeto, terão que negociar em conjunto com a Corsan uma outra alternativa para resolver o problema do tratamento de esgoto. “Como, por exemplo, a revisão do Plano Municipal.”

Entre os benefícios para a população estão melhorias nas condições de saúde, geração de empregos e de renda, produtividade do trabalho e valorização imobiliária, além de benefícios ambientais. A expectativa é de que as obras do projeto gerem cerca de 32 mil empregos diretos, indiretos e induzidos. "Os benefícios ambientais estão ligados a recuperação dos rios e dos mananciais.” O valor do contrato é de R$ 9,4 bilhões. A empresa parceira entra com recursos próprios, constrói redes coletoras e estações de tratamento em um período estimado de 11 meses. A meta, segundo a Corsan, é universalizar 87,3% do tratamento de esgoto nos nove municípios.