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  • 12/03/2018
  • 10:49
  • Atualização: 11:27

Muro de escola estadual em Esteio corre o risco de desabar

Pedido de conserto foi feito em 2016, mas ainda aguarda avaliação do Estado

Estrutura comprometida mede 2,5 metros de altura e 6 m de comprimento | Foto: Fernanda Bassôa / Especial / CP

Estrutura comprometida mede 2,5 metros de altura e 6 m de comprimento | Foto: Fernanda Bassôa / Especial / CP

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  • Fernanda Bassôa

O muro lateral da Escola Estadual Caetano Gonçalves da Silva, no Centro de Esteio, que desde 2016 apresenta problemas em sua estrutura, precisou ser amparado por estacas e pedaços de madeira. O perigo, entretanto, continua iminente para quem circula na área. Uma fita de isolamento sinaliza para que pedestres não transitem pela calçada. “A movimentação de pessoas é muito grande nesse cruzamento. Não demora muito, alguém vai se machucar nesse lugar”, disse o comerciante Jacson Antunes Souza, 40 anos. A escola, situada entre as ruas Dom Pedro e Pelotas, é uma das mais antigas da cidade. O muro mede 2,5 metros de altura por 6 m de comprimento.

A diretora da escola, Cláudia de Almeida Pereira, explica que a possibilidade de desabamento acontece em razão da ação do tempo. “Identificamos essa situação há dois anos, quando ele começou a apresentar rachaduras. Já entramos em contato com a 27° Coordenadoria Regional de Educação (CRE) e encaminhamos projeto de obra emergencial." Ela destaca que a instituição aguarda a liberação de verbas, pois trata-se de uma obra de custo alto que não pode ser realizada com os repasses de manutenção. A escola atende 748 alunos do ensino fundamental, médio e EJA, funcionando em três turnos.

Responsável pelo Setor de Obras Escolares da 27° CRE, Aldaiza Cabral do Nascimento diz que em setembro de 2016 foi aberta solicitação de conserto da estrutura no Sistema de Gestão de Obra do Estado. Também foi pedida verba extra, por meio de um Processo Administrativo, que foi negada por não ser considerada emergencial. Aldaiza explica ainda que avaliações como esta são feitas pelos engenheiros e arquitetos da 11° Coordenadoria Regional de Obras Públicas e ressalta que não tem autonomia para fazer licitações sem autorização de dotação orçamentária do Estado, devendo a escola aguardar a aprovação da Secretaria Estadual de Educação ou utilizar a verba da autonomia financeira.

A Secretaria Estadual de Educação informou que o processo já foi encaminhado para a Secretaria de Obras do Estado.


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