Correio do Povo | Notícias | Santa Casa do Rio Grande ameaça interromper atendimento

Porto Alegre

19ºC

Ver a previsão completa

Porto Alegre, sexta-feira, 21 de Setembro de 2018

  • 04/04/2018
  • 09:08
  • Atualização: 09:52

Santa Casa do Rio Grande ameaça interromper atendimento

Casa de saúde tem dívidas fiscais, bancárias, com fornecedores e funcionários

Santa Casa do Rio Grande ameaça interromper atendimento | Foto: Marcos Jatahy / CP Memória

Santa Casa do Rio Grande ameaça interromper atendimento | Foto: Marcos Jatahy / CP Memória

  • Comentários
  • Angélica Silveira

A Santa Casa do Rio Grande vive uma grave crise financeira. Conforme o presidente da Instituição hospitalar, Dom José Mário Stroher, as dívidas do hospital são muitas. “Só as fiscais são R$ 60 milhões, as bancárias são de aproximadamente R$ 70 milhões, além disso, há os fornecedores e principalmente os funcionários, que estão com os salários atrasados”, lamenta. A casa de saúde conta com 1,4 mil funcionários e é referência para 23 cidades da região.

O presidente admite o risco de reduzir os serviços caso o governo do Estado não quite o valor que deve à instituição. “Caso a situação siga igual ou pior, se agrave, vamos fazer um estudo para decidir quais serviços devem deixar de ser prestados”, destaca. Conforme nota da instituição, na quinta-feira passada, o Estado repassou R$ 383 mil ao hospital, que esperava receber R$ 1,5 milhão, referente a incentivos estaduais referentes à janeiro.

Com a verba, uma parte dos salários de fevereiro foram quitados, mas ainda falta R$ 1,1 milhão para que todos os salários sejam pagos. A administração da Santa Casa se uniu ao Ministério Público, prefeitura e vereadores para reivindicar junto ao governo do Estado que os repasses sejam realizados e, assim, não haja interrupção de atendimentos e desabastecimento de material. O hospital tem 183 anos e 500 leitos.

O Sindicato dos Profissionais Técnicos de Enfermagem de Rio Grande não confirmou a realização de manifestações sobre o tema. O presidente da entidade, Rogério Britto, afirmou que, além dos salários estarem atrasados desde janeiro, os funcionários não receberam metade do 13º salário e férias. “Alguns cargos que ganham mais de R$ 2 mil mensais estão com salário atrasado desde dezembro. Não há protesto nem paralisação prevista, pois o dinheiro deve vir do governo do Estado, então não adianta prejudicar as pessoas que precisam do serviço”, justifica. Britto informou que os casos já estão na Justiça.  

Procurada, a Secretaria Estadual de Saúde admite que estão em aberto os incentivos estaduais referentes a 50% dos valores de janeiro e 100% de fevereiro, totalizando R$ 1,1 milhão. Eles confirmam que a quitação da dívida será realizada assim que for totalmente paga a folha do funcionalismo estadual.