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  • 23/04/2018
  • 10:40
  • Atualização: 11:23

Reativação de balsa entre Rio Grande e Arroio Grande não tem previsão para ocorrer

Travessia do Canal São Gonçalo reduz o trajeto entre as cidades em 100 quilômetros

Os municípios tentam solução para a retomada da travessia | Foto:  Fabrício Cruz/ Divulgação / CP

Os municípios tentam solução para a retomada da travessia | Foto: Fabrício Cruz/ Divulgação / CP

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  • Angélica Silveira

Não há previsão para a retomada da balsa que realiza a travessia no Canal São Gonçalo entre Rio Grande e Arroio Grande, no distrito de Santa Isabel. A informação é do vice-prefeito de Rio Grande, Paulo Renato Mattos Gomes, que participou de reunião no município de Arroio Grande para discutir uma solução para o problema. A travessia esteve por muito tempo desativada, tendo voltado a funcionar há quatro anos. “Porém, deixou mais uma vez de funcionar há aproximadamente três meses devido a um impasse entre a concessionária do serviço e a empresa contratada para operar, e estamos tentando intermediar uma solução”, relata. Além disso, o movimento diminuiu em função das condições das estradas de acesso à balsa, na ERS 473, em Rio Grande, e na BR 116, em Arroio Grande.

“Os 40 quilômetros de Arroio Grande, empresários locais se reuniram e melhoraram o acesso. Já os 18 quilômetros pertencentes a Rio Grande têm um custo e não teríamos dinheiro para fazer a manutenção que deveria ser realizada pelo Departamento Autônomo de Estradas e Rodagens (Daer)”, destaca. A balsa de Santa Isabel, que voltou a operar em junho de 2014, após dez anos desativada, auxilia no escoamento de soja e arroz até o Porto do Rio Grande, reduzindo a distância entre as duas cidades em mais de 100 quilômetros. O assunto deverá ser tratado novamente na próxima reunião da Associação dos Municípios da Zona Sul. 

Em nota, o Daer confirmou que serviços de laminagem, patrolagem e colocação de cascalho e saibro serão realizados no trecho e devem durar cerca de 30 dias. Atualmente, a equipe de manutenção realiza serviços na ERS 743, no Cassino, que levarão mais dez dias. Após, será a vez da ERS 473. Conforme a autarquia, a travessia é de competência da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), por estar localizada na faixa de fronteira, e o prestador de serviço não está autorizado pela agência. “As travessias localizadas em faixa de fronteira, no Estado do Rio Grande do Sul, estão gradualmente sendo notificadas com a finalidade de obter a autorização desta agência reguladora”, informou a ANTAQ por meio de nota.