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Porto Alegre, terça-feira, 21 de Agosto de 2018

  • 15/05/2018
  • 20:58
  • Atualização: 21:25

Projeto prevê a despoluição da Bacia do Rio Gravataí

Ação envolve plantio de um milhão de mudas para recuperar áreas na Região Metropolitana

Termo de cooperação foi firmado nesta terça-feira, no Palácio Piratini | Foto: Mauro Schaefer

Termo de cooperação foi firmado nesta terça-feira, no Palácio Piratini | Foto: Mauro Schaefer

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A partir de junho, mais de um milhão de mudas de árvores nativas serão plantadas em 710 hectares de Áreas de Preservação Permanente (APPs) na Região Metropolitana. Trata-se do projeto recuperação hidroflorestal da Bacia do Rio Gravataí, lançado nesta terça-feira pelo Estado com a finalidade de recuperar APPs e ampliar a oferta de água. Para acelerar o início do trabalho, o governador José Ivo Sartori assinou um termo de cooperação, que envolve a Secretaria Estadual do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Sema), o Ministério Público e a ONG Instituto Etnia Planetária, de Caxias do Sul. O rio é considerado o quinto mais poluído do Brasil.

As APPs correspondem a 450 pequenas e médias propriedades rurais da região conhecida como Banhado Grande, que inclui os municípios de Gravataí, Viamão, Glorinha e Santo Antônio da Patrulha. Nova Petrópolis também vai participar porque sedia o viveiro que produz as mudas. A ideia é florestar, até dezembro de 2021, o entorno das nascentes e do curso do rio, isolando os animais. A proteção evita a contaminação e garante mais produção de água.

A titular da Sema, Ana Pellini, afirmou que é fundamental proteger as nascentes para melhorar a oferta de água e destacou o Pagamento por Serviço Ambiental (PSA), uma recompensa financeira às famílias que conseguirem resultados em termos de quantidade e qualidade da água. Para aderir, o produtor deve assinar um termo com o Instituto Etnia Planetária, até 31 de maio. A organização vai visitar as propriedades, avaliar o terreno e fazer o plantio. Também será responsável por monitorar a evolução das mudas e, ao final, verificar a quantidade e a qualidade da água. A avaliação dos resultados servirá de base para calcular a recompensa financeira.

O projeto foi elaborado pelo Instituto Etnia Planetária, com o apoio técnico da Sema, e aprovado pelo Ministério do Meio Ambiente. A recuperação da Bacia do Rio Gravataí é o único projeto gaúcho entre os 18 selecionados, via edital, para receber recursos do Fundo Nacional do Meio Ambiente. Serão R$ 2,9 milhões para o Rio Grande do Sul.