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Porto Alegre, domingo, 23 de Setembro de 2018

  • 18/05/2018
  • 08:37
  • Atualização: 08:56

Santa Cruz do Sul terá força-tarefa contra o Aedes aegypti

Foram encontrados 160 novos focos do mosquito de janeiro a maio, contra 198 em 2017

Foram contabilizados 160 pontos com focos do inseto este ano | Foto: Mauro Schaefer / CP Memória

Foram contabilizados 160 pontos com focos do inseto este ano | Foto: Mauro Schaefer / CP Memória

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  • Otto Tesche

A Vigilância Sanitária de Santa Cruz do Sul está em alerta máximo contra o Aedes aegypti, mosquito transmissor de dengue, zika e chikungunya. Do começo do ano até os primeiros dias de maio, foram contabilizados 160 pontos com focos do inseto, número próximo aos 198 registrados durante todo o ano de 2017. O município irá criar força-tarefa para conter a infestação, vigiar e multar as pessoas cujos hábitos podem ajudar o mosquito a se reproduzir.

O coordenador da Vigilância Sanitária, Paulo Werner, informou que o inverno de 2017 foi mais quente, com dias de quase verão em meio ao frio, e isso favoreceu a proliferação de focos. “Os ovos do Aedes resistem ao frio. No entanto, quando esquenta um pouco mais, os mosquitos aparecem e ajudam a aumentar a quantidade no município.” A apreensão aumenta diante da previsão de mesclar dias quentes e frios na próxima estação. “Isso nos preocupa muito, pois durante esta época os cuidados são abandonados”, ressalta Werner. Além do clima, a ampliação dos focos chama atenção da Vigilância. No bairro Centro, por exemplo, foram encontrados 74 focos de janeiro a maio, contra 11 em todo o 2017.

Os dados da Vigilância Sanitária apontam que, dos focos de Aedes localizados no Centro, 22 deles estavam em terrenos de lojas. A segunda maior incidência, com 34, foi registrada em residências. Para evitar a multiplicação de focos até o fim do ano, a Secretaria Municipal de Saúde está unindo forças com demais pastas da administração. As secretarias de Obras e Infraestrutura, de Transportes e Serviços Urbanos e de Comunicação irão apoiar a fiscalização. “Queremos contar também com o apoio da Câmara de Vereadores, da mobilização das associações de bairros e ainda com os agentes de saúde. A meta é aumentar a fiscalização”, destaca Werner.