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Porto Alegre, quinta-feira, 15 de Novembro de 2018

  • 02/07/2018
  • 18:21
  • Atualização: 20:31

Hospital de Santa Rosa suspende atendimento no pronto-socorro

Na semana passada, a Vigilância Sanitária interditou a UTI da instituição

Funcionários do hospital protestaram nesta segunda-feira | Foto: Felipe Dorneles / Especial / CP

Funcionários do hospital protestaram nesta segunda-feira | Foto: Felipe Dorneles / Especial / CP

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  • Felipe Dorneles

A direção do Hospital Abosco de Santa Rosa suspendeu o atendimento no pronto-socorro da entidade na manhã desta segunda-feira. A medida ocorreu após a equipe de plantonistas, coordenada pela médica Camila Nasi, diretora clínica do hospital, enviar comunicado à direção do Associação Beneficente Dom Bosco (Abosco), informando a suspensão dos serviços. A justificativa foi a possibilidade de ações congêneres que não assegurem o cumprimento do Código de Ética Médica.

A vice-presidente da Abosco, Delmira Girardi, explica que a interdição da UTI, realizada pela vigilância sanitária na semana passada, gerou uma situação de desconforto para os médicos. “A Fundação [Municipal de Saúde] fez um alarde com a interdição da UTI, poderiam ter conversado conosco, resolvermos a situação, até porque a unidade não estava em funcionamento”, explica. A vice-presidente ressalta que o serviço de pronto-socorro, com atendimento 24 horas, começou há um mês e já atendeu 2,4 mil pessoas. A diretora da vigilância sanitária de Santa Rosa, Alice Klein, diz que a interdição da UTI não tem nada a ver com o atendimento no pronto-socorro. “Recebemos uma denúncia de que a UTI estava em funcionamento sem licença de operação. Averiguamos e tomamos as providências previstas na legislação”, destaca.

Pela manhã, um grupo de colaboradores da entidade saiu pelas ruas da cidade, pedindo apoio para que sejam direcionados recursos ao hospital. Uma passeata, que começou no hospital, passou pela Câmara de Vereadores e Fundação Municipal de Saúde. Colaboradores também pediam pela regularização dos salários. Girardi revela que foi pago apenas 30% da folha do mês de maio, e a folha do mês de junho ainda está no prazo para pagamento. Não há atraso de recursos dos governos do Estado ou federal. Estava prevista uma reunião entre a direção da instituição e empresários locais, afim de buscar uma alternativa financeira para a entidade.