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Porto Alegre, terça-feira, 18 de Setembro de 2018

  • 13/07/2018
  • 12:32
  • Atualização: 15:09

Investigada morte de bebê após aplicação de vacina em Canoas

Polícia Civil e Vigilância em Saúde do município apuram as circunstâncias do óbito

A dose foi ministrada no Hospital Universitário | Foto: Fernanda Bassôa / Especial / CP

A dose foi ministrada no Hospital Universitário | Foto: Fernanda Bassôa / Especial / CP

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  • Fernanda Bassôa

A Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente de Canoas vai instaurar inquérito policial para apurar as circunstâncias da morte e eventual crime de homicídio culposo de um bebê de três meses e 13 dias após ter recebido dose da vacina Palivizumabe no Hospital Universitário (HU). O fato aconteceu no último dia 5 de julho, quando a mãe do menino, a dona de casa Gabriele Dornelles Pinto, 17 anos, levou a criança para tomar a primeira dose do medicamento. O delegado Pablo Queiroz da Rocha informou que vai verificar tanto a conduta médica, quanto a dos pais. 

“Pode ter ocorrido um suposto erro medicamentoso, ou uma negligência no tratamento pós-vacina. Ainda é muito cedo para fazer qualquer afirmação, mas nada será descartado.” Segundo ele, o laudo pericial que vai apontar a causa da morte é fundamental para dar seguimento às investigações. A Prefeitura de Canoas também monitora o caso. Uma apuração está sendo realizada pela Vigilância em Saúde, órgão vinculado à Secretaria Municipal de Saúde, para averiguar as circunstâncias do óbito. A investigação é obrigatória em mortes que envolvam crianças menores de 1 ano.

Guilherme foi o seu primeiro filho de Gabriele, nasceu de 28 semanas no dia 23 de março e permaneceu na UTI Neonatal por 52 dias. “Ele nasceu com 1,8 quilo e 36 centímetros. Lutou muito para sobreviver. Ele estava bem até o dia da vacina. Depois que tomou a dose, não reagiu mais. Dormiu e não acordou. Quando chegamos em casa percebi que algo estava errado. Fomos para a UPA. Lá, fui informada que meu filho já estava em óbito", conta a mãe. Ela afirma querer justiça e que os culpados sejam responsabilizados "para que outras mães não passem pelo mesmo". 

O Grupo de Apoio à Medicina Preventiva e à Saúde Pública (Gamp), que gerencia o HU, informa que a criança nasceu prematura e recebeu acompanhamento da equipe médica, conforme protocolo do Ministério da Saúde. Após a alta, continuou sendo acompanhada pelos profissionais do HU. Ao retornar para consulta no ambulatório, passou por avaliação com a pediatria, que, devido às boas condições de saúde do bebê, prescreveu a aplicação da vacina Palivizumabe, indicada para aumentar a proteção de crianças contra a infecção pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR). O grupo se disse à disposição da Secretaria de Saúde para prestar esclarecimentos sobre o atendimento.