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  • 16/07/2018
  • 16:26
  • Atualização: 16:34

Polícia de Canoas aguarda laudo para iniciar oitivas sobre a morte de bebê

Vigilância em Saúde destaca a necessidade de vacinação de crianças prematuras

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  • Fernanda Bassôa

O titular da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente de Canoas, delegado Pablo Queiroz da Rocha, informou que vai aguardar o laudo apontando a causa da morte do bebê de três meses, no último dia 5 de julho, para iniciar as oitivas e a partir daí buscar esclarecer as circunstâncias do. O menino, que nasceu prematuro, chegou sem vida na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) após ter sido vacinado com palivizumabe, substância que combate doença respiratória causada pelo Vírus Sincicial Respiratório, no Hospital Universitário (HU). “Dependo da prova pericial para então traçar uma estratégia de investigação. O laudo pode demorar dez dias ou dois meses.”

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A Vigilância em Saúde de Canoas, que também acompanha o caso, esclarece que o palivizumabe é um medicamento seguro aplicado em bebês para prevenir as formas graves da doença respiratória causada pelo Vírus Sincicial Respiratório. Em especial, a medicação é aplicada em grupos de maior morbimortalidade, como prematuridade, cardiopatia congênita hemodinamicamente significativa e doença pulmonar crônica da prematuridade. Conforme a Vigilância, o palivizumabe foi aprovado nos Estados Unidos em 1998 e, desde então, a Academia Americana de Pediatria recomenda o uso em casos específicos. No Brasil, o Ministério da Saúde aprovou protocolo para o uso clínico em 2013.

No Rio Grande do Sul, a sazonalidade do Vírus Sincicial Respiratório ocorre de abril a agosto. Em razão disso, a Prefeitura de Canoas destaca a importância de, neste período, crianças menores de dois anos de idade e com alto risco para desenvolver doença grave do trato respiratório inferior têm indicação de receber a profilaxia. Segundo o Ministério da Saúde, os critérios para receber a profilaxia são crianças menores de 1 ano que nasceram prematuras com idade gestacional menor ou igual a 28 semanas; crianças menores de 2 anos com doença pulmonar crônica da prematuridade demonstrada; e crianças menores de 2 anos com cardiopatia congênita com repercussão hemodinâmica comprovada.


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