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Porto Alegre, domingo, 23 de Setembro de 2018

  • 23/07/2018
  • 08:44
  • Atualização: 08:57

Asfaltamento na ERS 403 ainda não tem previsão de término

No trajeto de 62 quilômetros entre Rio Pardo e Cachoeira do Sul, 27 são de estrada de chão

No lote entre Rio Pardo e a localidade de Bexiga, falta pavimentar 6 km | Foto: Lula Helfer / Gazeta do Sul / CP

No lote entre Rio Pardo e a localidade de Bexiga, falta pavimentar 6 km | Foto: Lula Helfer / Gazeta do Sul / CP

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  • Otto Tesche

A mobilização pelo asfaltamento da ERS 403, com paralisações e retomadas, já dura mais de três décadas e a conclusão dos trabalhos segue sem perspectiva. O trajeto de 62 quilômetros entre Rio Pardo e Cachoeira do Sul ainda tem quase 27 km de estrada de chão, que durante o inverno ficam praticamente intransitáveis. Enquanto isso, os trechos asfaltados nos dois lotes se deterioram com o passar dos anos e dificultam a passagem dos motoristas. Com a interdição da Ponte do Fandango desde 6 de julho para reforma, na BR 153, em Cachoeira do Sul, os problemas na ERS prejudicam ainda mais a população da região.

A primeira intervenção para o asfaltamento ocorreu em 1994, quando a obra foi dividida em dois lotes. De acordo com o Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer), a autarquia realiza constantemente a manutenção do trecho com serviços de patrolagem, a fim de manter as condições de trafegabilidade. “Salientamos que para a execução de serviços são necessárias boas condições climáticas”, informou o órgão, em nota. O Lote 1, entre Cachoeira do Sul e o entroncamento com a ERS 410, na localidade de Bexiga, tem a maior extensão por ser pavimentada, de 20,88 quilômetros, entre os km 34,3 e 55,2. No Lote 2, entre Rio Pardo e Bexiga, falta o asfaltamento de 6 quilômetros, entre os km 28,3 e 34,3.

A Associação Comercial, Industrial e de Serviços (Acis) de Rio Pardo está engajada com outras entidades do município e também de Cachoeira do Sul pela conclusão da obra. Segundo o presidente da entidade, Vilson Antônio Schnorenberger, uma comitiva procurou o governo Estado em março para cobrar medidas em relação à rodovia. “Fui presidente da Acis em 1997 e naquela época já estava envolvido nessa pauta. De lá para cá, pouco foi feito. Cada governo faz um pedacinho e a obra não termina nunca. Hoje, a estrada está intransitável”, lamenta.

Com o bloqueio da Ponte do Fandango, a ERS 403 poderia ser alternativa de rota entre Cachoeira do Sul e Porto Alegre, bem como para o Porto de Rio Grande. Também é estratégica para o escoamento da produção agrícola de Cachoeira do Sul e Rio Pardo. No Lote 1, o serviço está em andamento, com 3,3 km de base imprimada. O valor do contrato é de R$ 18,5 milhões. No Lote 2, o trabalho está parado, enquanto o Daer discute com a empreiteira o valor contratual, previsto em R$ 5,9 milhões.