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Porto Alegre, quarta-feira, 21 de Novembro de 2018

  • 24/07/2018
  • 22:15
  • Atualização: 22:24

Bento Gonçalves lança projeto de usina elétrica movida a lixo orgânico

Município pretende resolver problema com descarte e gerar energia em parceria público-privada

Município pretende resolver problema com descarte e gerar energia em parceria público-privada | Foto: José Martim Estefanon / Divulgação CP

Município pretende resolver problema com descarte e gerar energia em parceria público-privada | Foto: José Martim Estefanon / Divulgação CP

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A Prefeitura de Bento Gonçalves lançou nesta terça-feira, na Federação das Associações de Municípios do RS (Famurs), em Porto Alegre, o edital para construção de uma usina de resíduos sólidos. O programa é resultado de consulta pública com a população. A cidade da Serra produz, em média, 110 toneladas de lixo orgânico por dia, sendo que 24% do montante é selecionado e o restante, encaminhado a Minas do Leão.

Até o primeiro semestre de 2019, todo o lixo orgânico produzido no município deverá ser destinado para o novo empreendimento. “A partir da assinatura desta terça-feira, nós teremos 45 dias para apresentação das propostas, conforme prazo legal, e a partir de então teremos o vencedor. Em um ano, a construção deverá estar a pleno vapor, conforme foi estabelecido”, afirmou o prefeito Guilherme Pasin. O projeto da usina de tratamento e eliminação dos Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) será implementado no formato de parceria público-privada (PPP).

O prefeito disse que a energia será comercializada e retornará em tributos para melhorias em Bento Gonçalves. Além da questão ambiental, haverá economia de R$ 250 mil por mês em transporte e destinação do lixo, conforme as projeções da prefeitura. As famílias que trabalham na reciclagem poderão atuar na nova planta.

O município vai ceder o terreno para que os empreendedores construam e administrem o local pelo prazo de 35 anos. Após esse período, o patrimônio será incorporado aos bens da prefeitura.