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  • 25/07/2018
  • 09:52
  • Atualização: 10:32

Demora na conclusão de obra preocupa moradores de Esteio

Serviço em redes de drenagem acontece ao longo da rua Bento Gonçalves

As obras acontecem ao longo da Bento Gonçalves | Foto: Fernanda Bassôa / Especial / CP

As obras acontecem ao longo da Bento Gonçalves | Foto: Fernanda Bassôa / Especial / CP

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  • Fernanda Bassôa

Moradores da Vila Ezequiel, no bairro São Sebastião, em Esteio, têm reclamado da demora com relação a finalização de obras e ao fechamento de redes de drenagem ao longo da rua Bento Gonçalves. No trecho final da via, pelo menos três redes permanecem abertas. Conforme as famílias, apesar do isolamento com fitas e o cercamento com cavaletes, a área não é segura. A dona de casa Cassandra Esteves Martins, 42 anos, que mora no local, conta que uma vizinha ficou ferida depois tropeçar em um dos basaltos soltos e cair na areia grossa. “Ela só não caiu no buraco porque um senhor que vinha mais atrás conseguiu segurá-la. Além disso, o bairro tem muitas crianças e estudantes. Temos medo que eles se machuquem”, conta.

Conforme o secretário municipal de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Marcelo Kohlrausch, a abertura das redes faz parte das obras de microdrenagem na região, que buscam sanar os alagamentos na comunidade. “É uma obra bastante complexa, em que é preciso abrir valas enormes para substituir a rede. Serão implantados canos de 1 a 1,2 metro." Ele admite que os trabalhos causam transtornos. "Estamos com equipes de fiscalização no local.” Segundo Kohlrausch, 60% da obra está concluída. “Contamos muito com as condições climáticas, porém a expectativa é que entre outubro e novembro façamos a entrega dos trabalhos”, afirma.  

As obras acontecem em um trecho de 800 metros da Bento Gonçalves, no ponto de encontro com o arroio Esteio, em uma das áreas mais castigadas pelas enchentes de 2014 e 2015. Os trabalhos, que deveriam ter sido finalizados ainda no primeiro semestre de 2017, foram retomados em fevereiro deste ano. Com a intervenção, haverá aumento no escoamento das chuvas, evitando acúmulo de água na região. O investimento é de R$ 2,5 milhões, recursos federais.