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Porto Alegre, terça-feira, 20 de Novembro de 2018

  • 15/08/2018
  • 10:52
  • Atualização: 11:12

Programa de acolhimento permite fechar abrigos para menores em Pelotas

Projeto oferece convivência familiar para crianças e adolescentes sob tutela do Estado

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  • Angélica Silveira

Passados um ano e cinco meses do início do Programa Família Acolhedora, a Prefeitura de Pelotas já fechou três abrigos para crianças. O secretário municipal de Assistência Social, Luiz Eduardo Longaray, conta que quando assumiu o cargo, em 2016, realizou levantamento de custo para potencializar os recursos e se espantou com os gastos. “Uma criança não sai por menos de R$ 5 mil mensais, são gastos com água, gás, comida, luz, transporte, servidores para cuidar, equipe técnica, serviços gerais e enfermeiros, ou seja tudo que deve ter em um abrigo”, enumerou. Em setembro de 2016 ele conheceu o programa Família Acolhedora.

Em março do ano passado a iniciativa foi implantada e hoje conta com 26 menores incluídos, o que representa quase um terço dos jovens sob tutela do Estado no município. Um abrigo fechou ainda em 2017 e outros dois foram fechados em julho deste ano. Dezesseis famílias participam do programa e outras duas aguardam avaliação para ingressar no projeto da Secretaria Municipal de Assistência Social em Parceria com o Juizado da Infância e Juventude, Ministério Público e Conselho Tutelar.

Aproximadamente outras 60 crianças e adolescentes permanecem nos cinco abrigos que restam na cidade. “A convivência familiar é um direito previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente. Além de promover o vínculo, o Família Acolhedora promoveu a redução de gastos do município, uma vez que cada família recebe um salário mínimo por criança ou adolescente apenas”, destaca. O perfil dos participantes é diverso, desde mulheres solteiras, casais com filhos e idosos. Após dois anos, é realizada uma avaliação para ver se a criança ou adolescente permanecer na família.

Há também avaliações mensais. “Caso decida adotar, a família deve se desligar do programa”, destaca. Os laços ultrapassam decisões judiciais. São dois os casos em que, ao completar 18 anos, os adolescentes continuam a conviver com as famílias, que tem apoiado na busca por emprego e oferecido suporte na maioridade. “A ideia é fechar o máximo de abrigos possíveis pois o vínculo familiar é de extrema importância. Trabalhamos em sincronia com o Ministério Público e o Judiciário que estão agilizando o processo.” Interessados podem entrar em contato pelo (53) 3278-0572.