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  • 19/08/2018
  • 18:25
  • Atualização: 19:50

Manifestações lembram morte de jovem em Santa Cruz do Sul

Francine Rocha Ribeiro foi assassinada na semana passada

Manifestações lembram morte de jovem em Santa Cruz do Sul | Foto: Otto Tesche / Especial / CP

Manifestações lembram morte de jovem em Santa Cruz do Sul | Foto: Otto Tesche / Especial / CP

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  • Otto Tesche

Duas manifestações realizadas na tarde desse domingo, com a participação de mais de mil pessoas, lembraram a morte de Francine Rocha Ribeiro, ocorrida no dia 12 agosto, quando ela saiu de Vera Cruz para caminhar na área do Lago Dourado, em Santa Cruz do Sul. O corpo da jovem, de 24 anos, foi encontrado na manhã do dia seguinte, na barranca do rio Pardinho, a quase 400 metros da pista de caminhadada reservatório de água. Ela foi morta por asfixia mecânica e também sofreu espancacamento na região do abdômen e teve hemorragias internas.

As manifestações na tarde desse domingo também foram pelo fim da violência contra as mulheres. A concentração em Santa Cruz do Sul começou por volta das 14h na Praça Getúlio Vargas. Vestidos de preto e com o símbolo do feminisno pintado no rosto com batom, cerca de 500 pessoas seguiram às 15 horas pela rua Marechal Floriano até a Praça da Bandeira, onde lembraram da morte de Francine e de outros assassinatos de mulheres na região, bem como da luta pelo fim da violência contra as mulheres.

Faixas e cartazes mostraram frases como “Somos todos Francine”, "Femicídio – realidade que queremos mudar", “Quero sair para passear e voltar segura para casa”, “Tire seu machismo do caminho que eu quero passar”, entre outras. O Conselho Municipal dos Direitos da Mulher também expôs sapatos de algumas mulheres vítimas de violência. O ato ainda teve apoio de outras entidades, entre sindicatos e a União dos Estudantes Santa-cruzenses, mulheres que trabalham com poesias, música e outras formas de arte.

O ato em Vera Cruz teve a participação de cerca de 600 pessoas, inclusive familiares de Francine. A manifestação começou em frente ao ginásio Bom Jesus, nas proximidades do local onde a jovem morava com a mãe. Com balões pretos e brancos, o grupo depois seguiu em caminhada até o acesso ao Lago Dourado, onde diversas pessoas fizeram manifestações em solidariedade à família.

A Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) de Santa Cruz do Sul, com o apoio da Polícia Civil, trabalha nas investigações para chegar ao assassino. Conforme o delegado regional, Luciano Menezes, o caso tem prioridade absoluta.