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Porto Alegre, domingo, 23 de Setembro de 2018

  • 21/08/2018
  • 10:27
  • Atualização: 10:36

Santa Cruz do Sul mobiliza agentes de saúde no combate ao mosquito da dengue

Levantamento feito em junho revelou que de cada 100 casas do município, 14 estão infestadas

Em 2018, já foram descobertos 251 focos do mosquito | Foto: Cristine Rochol / Divulgação / CP

Em 2018, já foram descobertos 251 focos do mosquito | Foto: Cristine Rochol / Divulgação / CP

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  • Otto Tesche

Com o objetivo de reverter o alto número de focos do mosquito transmissor da dengue, a Secretaria de Saúde de Santa Cruz do Sul mobiliza 160 agentes comunitários de saúde do município no trabalho de combate. Eles visitarão, a partir desta semana, as famílias e orientá-las sobre os cuidados que devem adotar para evitar a proliferação do inseto. Em todo o ano de 2017 houve o registro de 198 focos do Aedes aegypti e, em 2018, já foram descobertos 251. Levantamento feito em junho revelou que de cada 100 casas do município, 14 estão infestadas.

A enfermeira Raquel Rozeno informou que os agentes já foram treinados pela Vigilância Sanitária do Estado. Além da capacitação teórica, Raquel observa que os agentes também tiveram preparação prática, com visitas a casas para exercitar o que aprenderam. “O agente comunitário de saúde é o elo entre a comunidade e a equipe de saúde, o que possibilita que se consiga transmitir melhor as informações à população”.  

O secretário de Saúde, Régis de Oliveira Júnior, após pedido da Vigilância Sanitária Estadual, formalizou a criação de um comitê de enfrentamento à dengue, ao qual caberá propor ações e projetos para reduzir os números de focos. O órgão deverá ter participação de representantes de todas as secretarias municipais e de outros setores da comunidade. Serão convidados, por exemplo, integrantes do 7º Batalhão de Infantaria Blindada, Corpo de Bombeiros e de hospitais.

Combate ao mosquito

Desde 2016, os agentes de endemias vêm atuando no enfrentamento ao Aedes aegypti, que também é transmissor da zika e da chikungunya. Em função do trabalho de prevenção nas escolas, segundo Raquel, foi possível diminuir a ocorrência de focos nos bairros mais atingidos em 2017. O Schulz, por exemplo, tinha 92 focos do mosquito no ano passado e este ano, até o momento, tem 7. No entanto, em outros bairros o número já é maior do que em 2017 e surgiram focos em áreas que ainda não tinham registrado, como o Ana Nery, Arroio Grande, Avenida e o Bom Fim.

Atualmente, os bairros com maior número de focos são o Centro (74), Bom Jesus (37), Ana Nery (23) e Avenida (26). Raquel destaca que, até o momento, Santa Cruz do Sul não tem nenhum caso de dengue, nem de zica ou chikungunya. “O que se tem são focos do mosquito e precisamos cuidar para a doença não ocorrer”, ressalta.