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  • 27/08/2018
  • 08:32

Aprovados em concurso em Sapucaia do Sul cobram chamamento

Candidatos alegam falta de professores e dupla jornada na rede municipal de ensino

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  • Fernanda Bassôa

Aprovados em concurso público da Prefeitura de Sapucaia do Sul, realizado em 2016, para cargos efetivos na área da educação e cadastro de reserva, reivindicam chamamento e criticam a contratação de profissionais terceirizados e estagiários. Uma das candidatas, a professora Vanessa de Bona, 38 anos, lembra que o concurso vence em 30 de agosto. “Há apenas duas pessoas na minha frente, antes de eu ser chamada. Nosso descontentamento está na contratação irregular de estagiários para atuarem como professores de apoio e na terceirização de profissionais, enquanto os aprovados aguardam na fila.” Outra candidata aprovada, para o cargo de professora de História, Viviane Manfroi, 32 anos, também está descontente. “O último chamamento aconteceu em 2017. É sabido que faltam professores de História nas escolas da rede. Para quem estudou e passou no concurso é uma decepção muito grande.”

A presidente do Sindicato dos Professores de Sapucaia do Sul, Mirian Mattos, diz que não há número exato da falta de professores na rede, mas garante que em todas as 28 instituições de ensino do município há professores com jornada complementar (de 20 para 40 horas) e pagamento de hora extra para atendente de educação – profissionais que auxiliam professores. “Priorizamos os aprovados em concursos e torcemos para que haja prorrogação, pois mesmo com o quadro completo, há sempre profissionais se aposentando e se exonerando”. Ela destaca que a maioria das escolas municipais de educação infantil não tem atendente de educação.

Segundo a prefeitura, já foram realizadas sete convocações do concurso e, até o final do mês, haverá mais uma convocação. Entretanto, esclarece que para que haja chamamento de novos professores é necessária a criação de novos cargos. Conforme o Executivo, não existe mão de obra terceirizada dentro de sala de aula e a contratação de estagiários atende lei e normas previstas pelo Conselho Municipal de Educação. Sobre a jornada suplementar, a prefeitura informou que é uma prática comum e legal para atender demandas temporárias de profissionais que estejam em licença. Como a previsão é de que os profissionais voltem a ocupar seus cargos, não é possível colocar outro profissional em seu lugar.