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Porto Alegre, domingo, 16 de Dezembro de 2018

  • 10/09/2018
  • 11:40
  • Atualização: 15:58

Cachoeirinha se oferece para acolher imigrantes venezuelanos

Prefeitura aguarda resposta do Ministério da Integração, mas já prepara recepção

Primeiro grupo de imigrantes foi recebido em Esteio | Foto: Guilherme Testa / CP Memória

Primeiro grupo de imigrantes foi recebido em Esteio | Foto: Guilherme Testa / CP Memória

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  • Fernanda Bassôa

A prefeitura de Cachoeirinha se colocou à disposição do governo brasileiro para acolher imigrantes venezuelanos que estão sediados no estado de Roraima. Em um ofício enviado no fim de agosto ao ministro da Integração, Antônio de Pádua Andrade, o prefeito Miki Breier destaca preocupação sobre a situação de centenas de venezuelanos chegados ao Brasil nos últimos tempos e já se movimenta no sentido de estabelecer parcerias necessárias para viabilizar o acolhimento.

O secretário municipal de Cidadania, Assistência Social e Habitação, Valdir Mattos, revela que enquanto o governo municipal aguarda resposta do Ministério da Integração, mobilizações para viabilizar o recebimento de refugiados já estão sendo feitas. “Já conversamos com um empreendimento local que possibilita o alojamento de 80 pessoas”.

Segundo Mattos, a princípio, todos os venezuelanos seriam homens e a principal preocupação do Executivo municipal é dar condições que todos consigam empregos após o desembarque. “Não queremos trazer para a cidade e deixar eles em um depósito de pessoas. Sabemos das dificuldades que o município vive, então, vamos tentar implementar um programa para encaminhá-los ao mercado de trabalho. Vamos fazer de tudo para ajudar”, revelou o secretário em entrevista para a Rádio Guaíba.

Na tarde desta segunda-feira, Valdir Mattos irá se reunir com o empresário local que irá reformar o alojamento para a chegada dos venezuelanos. “Quero ver as condições do prédio, do material como cama, colchão e etc. São seres humanos e queremos receber da melhor forma possível”, disse Mattos.

O secretário ainda deixou em aberta a possibilidade de receber mais venezuelanos, porém, o foco, neste momento, é nos 80 primeiros.