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  • 16/12/2014
  • 13:11
  • Atualização: 13:36

Novo Atlas Eólico mostra que ventos do RS podem abastecer 14 estados

Região da Campanha e a Fronteira Oeste têm o maior potencial não explorado para a geração de energia através dos ventos

Número de parques eólicos instalados, hoje apenas 23, deve chegar a 91 até 2018 | Foto: Fabiano do Amaral / CP Memória

Número de parques eólicos instalados, hoje apenas 23, deve chegar a 91 até 2018 | Foto: Fabiano do Amaral / CP Memória

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  • Bibiana Borba / Rádio Guaíba

Conforme o Atlas Eólico atualizado do Rio Grande do Sul, apresentado nesta terça-feira, os ventos no Estado poderiam gerar 14 vezes a energia necessária para abastecer, atualmente, o território. O documento é uma versão revisada dos dados levantados em 2002 sobre o potencial de produção de energia eólica, no Estado. O material deve servir como base para atrair empresas interessadas em instalar novos parques eólicos em solo gaúcho. O número de parques eólicos instalados, hoje apenas 23, deve chegar a 91 até 2018, com investimento de R$ 8,6 bilhões já garantido através de leilões de energia.

O estudo é comemorado pelo governador Tarso Genro (PT), por mostrar o resultado da aposta em energias alternativas para o desenvolvimento. “O atlas demonstra que o Rio Grande do Sul é o melhor território para investimentos para produção de energia eólica. Isso é um elemento importante, porque derruba o mito de que o Nordeste era o melhor local do país para a energia eólica. Mas o Rio Grande do Sul tem as melhores condições para isso, com o nordestão e o aragano, os dois grandes ventos que criam condições para produzir energia barata e sustentável a médio e longo prazo. Por exemplo, em Lavras do Sul, onde ninguém pensava nisso até há pouco tempo, neste momento uma empresa faz um estudo para investimento em energia eólica”, destaca Tarso.

O atlas aponta que a metade Sul do Estado, em especial a região da Campanha e a Fronteira Oeste, têm o maior potencial não explorado para a geração de energia através dos ventos. Segundo o presidente da Agência Gaúcha de Desenvolvimento e Promoção do Investimento (AGDI), Ivan De Pellegrin, a concretização dos investimentos pelas empresas privadas pode levar o Estado a se tornar um exportador de energia. O material, produzido em parceria entre a AGDI e a Eletrosul, apresenta em detalhes o potencial de energia alternativa nos municípios gaúchos.