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  • 21/01/2015
  • 20:21
  • Atualização: 09:19

Selic sobe pela terceira vez seguida e chega a 12,25% ao ano

Comitê de Política Monetária aumentou taxa em 0,50 ponto percentual

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  • AE

Com a perspectiva de que a inflação deve ser a maior em uma década e um cenário cada vez mais claro de estagnação econômica em 2015, o Comitê de Política Monetária (Copom) aumentou nesta quarta-feira a Selic em 0,50 ponto percentual, para 12,25% ao ano. A terceira elevação consecutiva dos juros pelo Banco Central se dá logo depois de um anúncio de alta da carga tributária e faz com que a taxa atinja o maior nível desde julho de 2011, quando estava em 12,50% ao ano. A decisão foi tomada de forma unânime por todos os membros do Copom. O comunicado desta quarta-feira, que se seguiu à decisão, foi um dos mais enxutos dos últimos tempos.

A decisão do Copom foi tomada dois dias depois que o Ministério da Fazenda aumentou impostos de importação, de crédito, para o setor de cosméticos e para os combustíveis. As medidas podem ser um agravante para a já esperada estagnação da economia este ano. Mais cedo, na Suíça, o titular da pasta, Joaquim Levy, disse que o Brasil poderá registrar um Produto Interno Bruto (PIB) negativo em algum dos trimestres de 2015 e que o desempenho da economia brasileira estaria próximo a zero.

Apesar disso, as ações foram bem recebidas pelo mercado porque significam maior austeridade do governo, ajudam na eficácia da política monetária e auxiliam na valorização do real, o que é um problema a menos para a inflação que o BC promete controlar. A questão é que, ao mesmo tempo, esse aumento da carga gera outras pressões sobre os preços, principalmente os administrados pelo governo, que já estão mais sobrecarregados este ano.

O BC vem alertando desde o final do ano passado que a inflação do começo de 2015 será elevada - no relatório de mercado Focus, a projeção para o IPCA de janeiro, por exemplo, está em 1,10%. O presidente da instituição, Alexandre Tombini, porém, afirma que entregará a inflação na meta de 4,5% no encerramento de 2016, num processo de desaceleração que começaria ainda este ano.