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  • 05/11/2015
  • 15:27
  • Atualização: 15:52

Ação pede liberação de petroleiros na refinaria de Canoas

Vinte profissionais trabalham continuamente desde o início da greve, no domingo

Petroleiros estão em greve desde domingo | Foto: Alina Souza

Petroleiros estão em greve desde domingo | Foto: Alina Souza

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  • Jéssica Mello

Desde o início da greve dos petroleiros, no domingo, 20 profissionais estão trabalhando continuamente na Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), em Canoas, na Região Metropolitana. O Sindicato dos Petroleiros do Rio Grande do Sul (Sindipetro/RS) ingressou na Justiça do Trabalho com um pedido de Habeas Corpus para a liberação dos colaboradores. Eles estariam atuando pelo quinto dia seguido, somando 120 horas. Uma audiência foi realizada entre as partes na quarta-feira na 3ª Vara do Trabalho de Canoas, mas nada foi definido. O juiz deu o prazo para conciliação até o final desta tarde. “Como não teve a troca de turno, a gerência não liberou a saída deles para casa”, explicou o presidente do Sindipetro, Fernando Maia da Costa.

A paralisação, que envolve 12 sindicatos da categoria nacionalmente, pode afetar a produção de derivados de petróleo na Refap e o recebimento nos terminais de abastecimento da Petrobras em Osório, Tramandaí, Canoas e Rio Grande. Porém, tanto o sindicato, quanto a empresa não estão prevendo falta de fornecimento de produtos no mercado.

De acordo com a Petrobras, a greve ainda afeta as operações da companhia. Apenas na terça-feira, houve uma queda de produção de 178 mil barris de petróleo o que corresponde a cerca de 8,5% da produção diária no país. A estimativa é de que na quarta a produção tenha reduzido 140 mil barris de petróleo, equivalente a 6,5% da produção diária anterior à greve. “A Petrobras continua tomando as medidas necessárias para garantir a manutenção de suas atividades, preservando suas instalações e a segurança de seus trabalhadores”, afirmou a companhia por meio de nota.

Os trabalhadores são contrários a venda de ativos, ao corte de investimentos, a interrupção de obras, a retirada de direitos da categoria e a perda de empregos. Piquetes foram montados em Canoas, Rio Grande e Osório. Hoje, reuniões de mobilização foram realizadas na Refap e em Osório. Segundo o Sindipetro/RS, 70% dos trabalhadores aderiram à greve.