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  • 03/06/2015
  • 21:54

Fecomércio diz que aumento da taxa Selic destoa dos parceiros internacionais

Nova alta dos juros prejudica recuperação da economia, adverte a CNI

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  • Agência Brasil

O reajuste da taxa básica de juros da economia (Selic) em 0,5 ponto percentual, passando para 13,75% ao ano, anunciada pelo Banco Central, destoa de seus parceiros internacionais, com crescimento bem abaixo da média. Essa é a visão da Federeção do Comércio do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ), ao comentar a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de elevar a Selic pela sexta vez consecutiva.

Para a Fecomércio-RJ, no compasso do arrocho monetário, o Brasil destoa cada vez mais de seus pares internacionais, com crescimento bem abaixo da média e juros muito acima do padrão. “Estamos na lanterna em termos de crescimento e na liderança quando o assunto é taxa de juros. E a questão aqui vai além, porque o tanto pago por empresários e consumidores chega em média a três, quatro vezes os juros básicos da economia, quadro agravado pelo recente aumento de impostos”, comentou em nota.

Com queda da atividade, do consumo e do investimento, o desemprego avança no país, com impactos diretos no comércio e na sociedade. Se o ano de 2015 é de ajustes, nada melhor do que uma reforma estrutural. Para a Fecomércio-RJ "é hora de elevar a eficiência do gasto público, reduzir a carga tributária, incentivar o investimento e ampliar a produtividade das empresas, o que, por sua vez, ajudará a conter a inflação”.

Nova alta dos juros prejudica recuperação da economia, adverte a CNI

A nova elevação da taxa Selic – juros básicos da economia – atrasa a recuperação da economia, criticou a Confederação Nacional da Indústria (CNI). De acordo com a entidade, os juros altos punem a atividade produtiva, pois encarecem o capital de giro das empresas, inibem os investimentos e desestimulam o consumo das famílias.

Em comunicado, a CNI informou que a elevação da taxa Selic para 13,75% ao ano agrava o quadro de retração da atividade industrial. Para a confederação, o Banco Central deveria levar em conta que o aumento do desemprego e a queda da atividade econômica ajudam a segurar os preços, eliminando a necessidade de a autoridade monetária continuar a reajustar os juros. A política de corte dos gastos públicos, destacou a CNI, também ajuda a controlar a inflação.

Para a entidade, a combinação das políticas fiscal (corte de gastos públicos) e monetária (juros básicos) diminuiria o impacto do ajuste econômico sobre os produtores e os consumidores. “A indústria destaca que o esforço fiscal do governo é importante para a recuperação da confiança dos empresários e para diminuir a necessidade de novos aumentos dos juros. A combinação das políticas fiscal e monetária aliviaria o custo do ajuste para as empresas e os consumidores e permitiria a retomada gradual da produção”, concluiu o comunicado.