Correio do Povo | Notícias | Sonegação no RS já chega a R$ 4,5 bilhões em 2016, alerta sonegômetro

Porto Alegre

19ºC

Ver a previsão completa

Porto Alegre, sábado, 22 de Setembro de 2018

  • 18/08/2016
  • 11:13
  • Atualização: 11:47

Sonegação no RS já chega a R$ 4,5 bilhões em 2016, alerta sonegômetro

Painel eletrônico foi instalado no Largo Glênio Peres, no Centro de Porto Alegre

Painel eletrônico foi instalado no Largo Glênio Peres, no Centro de Porto Alegre | Foto: Samuel Maciel

Painel eletrônico foi instalado no Largo Glênio Peres, no Centro de Porto Alegre | Foto: Samuel Maciel

  • Comentários
  • Correio do Povo e Rádio Guaíba

* Com informações de Cláudio Isaías e Vitória Famer

A sonegação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) no Rio Grande do Sul já chegou a R$ 4,5 bilhões em 2016. O alerta é do Sindicato dos Técnicos Tributários da Receita Estadual do RS (Afocefe) e do Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda (Sinprofaz), que instalaram nesta quinta-feira um sonegômetro no Largo Glênio Peres, no Centro de Porto Alegre.

Junto ao Mercado Público, o painel eletrônico revela os números do déficit tributário que empresas de grande porte sonegam no País. De acordo com o presidente do Sinprofaz, Achilles Frias, a sonegação no Brasil já é estimada em R$ 340 bilhões em 2016. 

"A sonegação fiscal tem atingido cifras superiores a R$ 500 bilhões anualmente. Este ano o número já chegou a R$ 340 bilhões até o dia de hoje. Esses números representam os recursos que deixam de chegar aos cofres públicos e que poderiam ser revertidos para educação, saúde e segurança pública. O nosso foco é mostrar ao cidadão que é necessário combater o grande sonegador, o grande devedor", disse em entrevista à Rádio Guaíba. 

Frias destacou que a sonegação de impostos está diretamente ligada à corrupção. "É com base no dinheiro que deixa de ingressar nos cofres públicos é que se faz o caixa 2, financiamento ilegal de campanha e corrupção ativa", acrescentou. Ele ainda comentou que a estrutura da Procuradoria da Fazenda Nacional está precária e que não há interesse político em reorganizar o órgão.