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Porto Alegre, quarta-feira, 14 de Novembro de 2018

  • 22/06/2017
  • 09:47
  • Atualização: 09:49

Junho registra queda nas vendas no comércio de Porto Alegre, aponta CDL

Chegada do inverno e das baixas temperaturas são esperança para reverter queda de 2% das vendas

Comércio teve baixa nas vendas até agora, em junho | Foto: Mauro Schaefer / CP Memória

Comércio teve baixa nas vendas até agora, em junho | Foto: Mauro Schaefer / CP Memória

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  • Eduardo Paganella / Rádio Guaíba

As baixas temperaturas que atingem o Rio Grande do Sul nos últimos dias e o início oficial do inverno são a esperança dos lojistas de Porto Alegre incrementarem as vendas. De acordo com a Câmara dos Dirigentes Lojistas, nos primeiros 20 dias de junho, as vendas sofreram queda de 2% em relação ao mesmo período de 2016.

As crises política e econômica no País são apontadas pela entidade como fatores que contribuem para o desinteresse nas compras. Porém, conforme a CDL, a comercialização de aquecedores cresceu significativamente nos últimos dias e a projeção é de aumento de 10% nas vendas em comparação ao ano passado. A procura por edredons e cobertores cresceu 30%.

Conforme o diretor comercial de uma grande rede de lojas de produtos de cama, mesa e banho de Porto Alegre, Fabiano Wainberg, diante da situação financeira, os clientes estão optando por produtos de menor qualidade e valor mais em conta. “No início, a busca é sempre pelo preço. Mas no momento que o cliente entra na loja, ele começa a ter mais interesse pela qualidade. Mas, vamos dizer assim, o consumidor está abrindo mão de alguns luxos para ter um produto de qualidade, mas também com um custo mais acessível”, disse.

De acordo com o presidente da CDL da Capital, Alcides Debus, lojas pequenas e médias enfrentam mais dificuldades em conseguir bons resultados, porque nem sempre possuem grande variedade de itens. “Na média, na nossa pesquisa ainda, não nos recuperamos em relação ao ano passado. Nós temos redes, com um mix mais amplo de produtos, que estão tendo um desempenho positivo. Esse comerciante de porte médio e pequeno não tem tantas opções. Então essas empresas grandes passam com uma navegação mais tranquila nesses momentos de altos e baixos da temperatura”, afirmou.

O presidente da CDL afirmou que espera que o segundo semestre deste ano apresente melhora nas vendas na comparação com 2016.