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Porto Alegre, segunda-feira, 16 de Julho de 2018

  • 21/12/2017
  • 16:24
  • Atualização: 16:29

Meirelles diz que eventual candidatura pode ser boa para aprovar Previdência

Ministro afirmou que vai decidir se será candidato em março de 2018

Meirelles diz que eventual candidatura pode ser boa para aprovar Previdência | Foto: José Cruz / Agência Brasil / CP

Meirelles diz que eventual candidatura pode ser boa para aprovar Previdência | Foto: José Cruz / Agência Brasil / CP

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Uma eventual candidatura sua à presidência da República pode jogar a favor da aprovação da Reforma da Previdência, disse nesta quinta-feira, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. "Pode até ser bom", comentou.

Ele explicou que, quando fala com deputados e senadores, costuma ouvir coisas do tipo: "O senhor fica propondo Reforma da Previdência porque não vai disputar eleição. Eu que vou ter de enfrentar o eleitor. Se o senhor fosse disputar a eleição, ia ver. Não ia defender a Previdência". Assim, um candidato que defenda essas medidas, ainda que impopulares, pode ser um reforço importante à reforma. O ministro reafirmou, porém, que só decidirá se sai candidato "lá por março".

A avaliação foi feita ao final do almoço oferecido pelo presidente Michel Temer aos participantes da reunião de cúpula do Mercosul, no Palácio do Itamaraty. Durante a reunião, o presidente brasileiro cumprimentou três vezes seu colega argentino, Mauricio Macri, pela aprovação da reforma da Previdência lá. Questionado se era o caso de tanta comemoração, Meirelles concordou: "Lógico".

O ministro da Fazenda disse que em fevereiro o governo vai avaliar se é o caso de alterar ou não a proposta de Reforma da Previdência. Ele discordou de uma avaliação feita pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) que, se a proposta não for votada em fevereiro, ela não passa mais. Para Meirelles, não há essa data fatal.

Por outro lado, ele não descartou a hipótese de a reforma ficar para 2019. Depois de ressalvar que a hipótese "não é boa", ele disse que a aprovação das mudanças no sistema previdenciário "pode ser um primeiro desafio para o próximo presidente."