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Porto Alegre, domingo, 22 de Outubro de 2017

  • 11/08/2017
  • 11:13
  • Atualização: 11:48

Celulose Riograndense ampliará interrupção na produção

Paralisação está relacionada a um problema ocorrido em fevereiro deste ano em uma das caldeiras

Paralisação está relacionada a um problema ocorrido em fevereiro deste ano em uma das caldeiras | Foto: Celulose Riograndense / Divulgação / CP

Paralisação está relacionada a um problema ocorrido em fevereiro deste ano em uma das caldeiras | Foto: Celulose Riograndense / Divulgação / CP

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  • Mauren Xavier

A empresa Celulose Riograndense (CMPC) ampliará até o dia 11 de novembro a interrupção na produção da Linha 2 da fábrica localizada no município de Guaíba. Segundo o comunicado da empresa à bolsa de valores do Chile, onde está a sede da empresa, o presidente da empresa, Hernán Rodriguez Wilson, informa que a paralisação está relacionada a um problema ocorrido em fevereiro deste ano em uma das caldeiras. Como efeito direto da paralisação, cerca de 400 mil toneladas de celulose deixarão de ser produzidas, resultando em um impacto financeiro de 200 milhões de dólares, que será coberto pelo seguro contratado pela empresa.

Em fevereiro, os danos na caldeira resultaram em suspensão das operações por 38 dias. Em comunicado, a CMPC Celulose Riograndense informou que, durante a parada geral de manutenção realizada no mês de julho, foram executadas inspeções adicionais em vários pontos da caldeira de recuperação da Linha 2. Em função do resultado da inspeção adicional, a empresa tinha duas opções, uma era a de operar de forma reduzida, e outra, era a de efetuar um plano de troca de partes de tubos da caldeira para retomar a capacidade nominal ou até superá-la. “Com o objetivo de retomar a capacidade plena, optou-se pela segunda alternativa”, informa o comunicado.

Durante o período em que a Linha 2 ficará parada, as demais operações industriais da unidade - a Linha 1 que tem capacidade produtiva de 450 mil toneladas por ano, as plantas químicas e a fábrica de papel que produz 60 mil toneladas por ano - permanecerão operando nas suas capacidades nominais. “A empresa informa que manterá suas atividades nas diversas áreas conservando os seus contratos com fornecedores vigentes, apenas ajustando o planejamento das atividades, o que não impactará em demissões ou redução do quadro de pessoal próprio ou de terceiros”, diz a nota oficial emitida pela direção da CMPC Riograndense.

Nesta sexta-feira, o presidente CMPC Celulose Riograndense, Walter Lídio Nunes, e o prefeito de Guaíba, José Sperotto, se reuniram para discutir os desdobramentos com a paralisação das atividades.